quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Ilhas da Corrente, a ilha da fantasia, Lula Rousseff, a marionete amestrada Dilma da Silva e Sérgio Moro

Ernest Hemingway e um de seus inúmeros gatos: não dá para viver burocraticamente

BRASÍLIA, 22 DE SETEMBRO DE 2016 – Li AS ILHAS DA CORRENTE (Islands in the Stream), de Ernest Hemingway, no fim dos anos 1970, em Belém do Pará, onde então vivia. Eu tinha vinte e poucos anos. Na época, tudo o que dissesse respeito a Hemingway me interessava, porque, como ele, eu bebia muito, gostava de boxe e desafiava a morte, além de trabalhar como jornalista e me esforçar em me tornar escritor. Há alguns dias, terminei de ler, novamente, AS ILHAS DA CORRENTE. Tenho, hoje, 62 anos.

Hemingway escreveu os originais deste livro entre 1950 e 1951, após a publicação de Na Outra Margem, Entre as Árvores (Across the River and Into the Trees); gosto mais do título Do Outro Lado do Rio, Entre as Árvores. Esse foi, provavelmente, o romance mais fraco do grande escritor americano. AS ILHAS, encontrado pela quarta esposa de Papa, Mary Hemingway, e publicado, postumamente, em 1970, uma década depois da morte do Nobel, deveria ser uma resposta aos detratores do Velhão, como gosto de chamá-lo. Os originais foram severamente cortados pelo editor, mas mesmo assim é um livro adiposo, que Hemingway teria enxugado ao osso. Entretanto, mais ou menos na mesma época, ele escreveu algo magnífico, O Velho e o Mar, prova cabal de que Hemingway, embora já meio morto, permanecia em pé no ringue dos escritores geniais.

Em AS ILHAS, o Caribe, o mar, Paris, mulheres maravilhosas, peixes, e tudo que aflora no mundo ficcional de Hemingway, vêm à tona, com o frescor da juventude. Nesse livro, também, há a sequência da mais extraordinária briga de rua de toda a literatura que eu conheço. E há diálogos inacabáveis, que, certamente, Hemingway teria enxugado, se tivesse realmente terminado o livro, perpassado, todo ele, pelo drama pessoal de Papa: a perda de tudo o que amou e o enfrentamento da morte, que pode estar bebendo no mesmo bar onde nos encontramos.

Nos livros de Hemingway sentimos o cheiro das coisas, de um extremo ao outro, do odor da morte ao frescor da vida, da podridão de hienas devorando um gnu vivo ao perfume das virgens ruivas. Porque Hemingway valorizava a vida, já que passou-a enfrentando a morte, até que não pôde mais escapar dessa dama (será uma dama?) tão aterrorizante. O Velhão, que procurou a morte em três guerras, duas delas mundiais, em safáris africanos, na doutrina das touradas e no mar, se matou em 1961, aos 61 anos.

Já faz bastante tempo que deixei Belém e vim para Brasília. Belém, como Macapá, é uma cidade caribenha, pela proximidade do Atlântico tropical, peixes, merengue, negras em vestido de seda, mulheres de olhos verdes, cafuzas, ecos de Gabriel García Márquez, o mar. Brasília é a ilha da fantasia. Aqui, o perigo não é o nazismo, mas o bolivarianismo, um nome que os incansáveis salteadores comunistas deram para o saque em escala que promoveram na América do Sul, à moda de Fidel Castro.

No Brasil, o perigosíssimo capo di tutti i capi dessa máfia é Lula Rousseff, aborto de ditador, finalmente pego por um jovem herói nacional, o juiz de primeira instância Sérgio Moro. Brasília é uma cidade que nasceu a fórceps, no Planalto Central, numa região de clima desértico, infestada de escorpião, especialmente os parlamentares, vindos de todas as regiões do continente brasileiro.

Estima-se, nas estranhas esquinas de Brasília, que Lula Rousseff desviou cerca de R$ 3 trilhões da burra, ajudado pela sua marionete amestrada, Dilma da Silva, que acabou de levar uma porrada na bunda; foi impichada. Tudo isso já começou a ser passado a limpo. AS ILHAS DA CORRENTE se desenrola no Caribe, e a ilha da fantasia fica no alto de um planalto, onde Juscelino Kubitscheck se refugiou para poder governar. Mas Joaquim Domingos Roriz, coronel de barranco goiano, corrompeu a cidade, de modo que Lula Rousseff já a pegou corrompida, o que foi, para ele, mais fácil para tentar corromper o país todo. Mas Lula foi abatido por duas pessoas, de caráter diametralmente oposto: Dilma Rousseff, que, de tão incompetente implodiu o PT, quadrilha de Lula, e o próprio Lula; e Sérgio Moro, que enjaulará o cachaceiro ladrão, mas ainda perigosíssimo.

Um comentário:

  1. Assim como a febre amarela, pergunto-me quanto tempo vamos vamos levar pra erradicar essa febre vermelha que contaminou tanta gente tão próxima?

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