domingo, 26 de fevereiro de 2012

Ibama e Corumbá Concessões apresentam programa de conservação do meio ambiente às comunidades rurais de oito municípios do Entorno do DF

ANA GUARANYS
Assessora de Imprensa da Corumbá Concessões


BRASÍLIA, 26 de fevereiro de 2012 - Técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) e da Corumbá Concessões S.A. (CCSA) se reúnem com as comunidades rurais dos oito municípios do entorno do reservatório da UHE Corumbá IV – Luziânia, Novo Gama, Silvânia, Gameleira de Goiás, Corumbá de Goiás, Abadiânia, Alexânia e Santo Antônio do Descoberto - para apresentar o Plano Ambiental de Conservação e Uso do Entorno de Reservatórios Artificiais (Pacuera). O documento é uma exigência da Resolução 302/2002 do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente), que tem como objetivo garantir o uso correto da Área de Preservação Permanente (APP) do entorno de reservatórios.

Este documento foi elaborado pela CCSA, em consonância com o Plano Diretor dos municípios, e foi aprovado pelo Ibama em outubro do ano passado. Ele será levado ao conhecimento das comunidades em consultas públicas para que os moradores possam contribuir com sugestões. As reuniões serão realizadas de 27 de fevereiro a 2 de março (veja programação abaixo).
“O Pacuera é muito importante e vai mexer com a vida das comunidades, principalmente a dos moradores da área rural, porque irá definir o zoneamento de toda a área ao redor do reservatório da UHE Corumbá IV para que seja usada por todos de forma legalizada. Por isso é importante que as comunidades participem dessas reuniões” - diz a analista ambiental da CCSA, engenheira ambiental Vanêssa de Freitas.
Segundo ela, o Pacuera tem os seguintes objetivos: conhecer a região e propor áreas que têm características parecidas, ou seja, zonear as áreas e apontar o tipo de uso mais apropriado; planejar e ordenar os usos para que o ambiente seja conservado; proteger o meio ambiente, as águas, o solo, a vegetação nativa, os animais e, consequentemente, os moradores do entorno; possibilitar o desenvolvimento sustentável da região; e proteger a APP.
Os moradores dos municípios envolvidos já receberam material educativo e explicativo sobre o Pacuera, inclusive com o mapeamento das áreas abrangidas pelo reservatório em cada município. As contribuições feitas pelas comunidades serão avaliadas pela equipe técnica do Ibama para serem incorporadas ao documento. O documento final com as possíveis sugestões será apresentado em reunião geral, em um dos municípios, em local e data a serem definidos.

CALENDÁRIO DAS CONSULTAS PÚBLICAS

Município

Luziânia e Novo Gama
Dia

27/02/2012
Local

Igreja Presbiteriana Independente de Pirapitinga - Luziânia
Horário

10 horas
Município

Santo Antônio do Descoberto
Dia

28/02/2012
Local

Escola Municipal do Ensino Fundamental Santa Rosa
Horário

9 horas
 Município

Alexânia e Corumbá de Goiás
Dia

29/02/2012
Local

Associação dos Proprietários e produtores Rurais de Serra do Ouro, Três Vendas, Caxambu, Igrejinha e São Bernardo - Alexânia
Horário

9 horas
Município

Abadiânia
Dia

01/03/2012
Local

Unidade Demonstrativa do Balde Cheio, Barro Amarelo - Abadiânia
Horário

9 horas
Município

Silvânia e Gameleira de Goiás
Dia

02/03/2012
Local

Escola Municipal Crispim Marques Moreira, Água Branca - Silvânia
Horário

10 horas


SERVIÇO

Mais informações pelo telefone: (61) 3462-5237
Assessoria de Comunicação da CCSA: comunicação@corumba4.com.br

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Lei da Ficha Limpa tem a força de uma verdadeira reforma eleitoral. Roriz de pijama

Joaquim Roriz e sua filha Jaqueline, deputada federal pelo PMN/DF



BRASÍLIA, 18 de fevereiro de 2012 – O Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta corte de justiça do país, validou, dia 16, a Lei da Ficha Limpa a partir deste ano, por 7 votos a 4. Políticos condenados em segunda instância, cassados ou que tenham renunciado para evitar a cassação, e políticos que tiveram contas relativas a cargo público rejeitadas são inelegíveis por 8 anos. Votaram a favor desse verdadeiro saneamento moral os ministros Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Ayres Britto, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Rosa Weber e Marco Aurélio. Contra: Dias Toffoli, Celso de Mello, Gilmar Mendes e Cezar Peluso.
Mas houve unanimidade na aprovação da questão: "Quem renunciar para escapar de possível cassação fica inelegível" e "Ficam inelegíveis políticos que tiveram contas relativas a cargo público rejeitadas". Em duas questões o placar foi de 7 a 4: "A Lei da Ficha Limpa pode atingir fatos que ocorreram antes que ela entrasse em vigor" e "A condenação criminal por órgão colegiado é suficiente para deixar alguém inelegível por 8 anos".
A Lei da Ficha Limpa é um projeto de iniciativa popular. Seria impensável ter partido do Legislativo, muito menos do Executivo.
JOAQUIM RORIZ – Agora, o luzianiense Joaquim Domingos Roriz (PSC-DF) poderá dedicar-se integralmente a suas bezerras. O ex-quatro vezes governador, que começou sua carreira política no Distrito Federal pelas mãos do senador maranhense Zé Sarney (PTMDB), ficará na história do DF como o principal responsável pelo inchaço da Região Metropolitana de Brasília. Seu pijama político durará até 2023, quando estará com 86 anos. A culpa: renunciou ao mandato de senador em 2007, para escapar da cassação, acusado de uma transação milionária e intrigante envolvendo uma bezerra.
Por meio de nota, divulgada quinta-feira 16, Roriz reagiu: "Como democrata e homem público que sempre respeitou as leis e as cortes do meu País, acato a decisão do Supremo Tribunal Federal de maneira calma e serena. Respeito-a, embora a considere injusta e violentadora do meu direito de participar mais ativamente da vida pública da minha Brasília e do meu Brasil" - afirmou. "Infelizmente, hoje, o Supremo Tribunal Federal lhes tirou o direito de, soberanamente, escolher o melhor nome para governá-los em 2014, como já fizera em 2010, ao decidir não decidir, mutilando o processo eleitoral brasiliense" – disse, acusando o Supremo de tirar da população do DF o "direito" de elegê-lo governador em 2014.
Abatido pela ainda inconstitucional Lei da Ficha Limpa, em pleno voo, em 2010, quando aspirava governar o DF pela quinta vez, Roriz atirou, então, aos lobos sua esposa, Weslian, para concorrer, no lugar dele, ao Buriti. Weslian, que só conhece sua casa e igrejas, fez um papelão, e, claro, perdeu. Perdeu para o petista Agnelo Queiroz, que já é conhecido como “Agnulo”.
Mas não será o desabafo de Roriz apenas uma satisfação que ele dá ao seu curral? A Lei da Ficha Limpa pode representar um alívio para ele, que, agora, poderá se dedicar aos seus netos. Nos comícios, costumava dizer que estava renunciando aos netos para se dedicar ao povo. E, criador de bezerras milionárias, não terá com que se preocupar financeiramente.
Em Brasília, Roriz não está só. O ex-governador e ex-aluno aplicado de Roriz, José Roberto Arruda, ex-DEM, que chegou a ser preso durante dois meses, em 2010, também poderá se dedicar a suas próprias bezerras. Ele é acusado de, em 2009, quando governador, operar um esquema de corrupção que estourou a casa do bilhão. Renunciou ao mandato para não ser posto na rua pela Câmara Legislativa, que não via outra saída senão cortar na própria carne, ou no próprio bolso, como queiram.
Em 2001, Arruda já havia renunciado ao mandato de senador por violação de sigilo do painel eletrônico do Senado, temendo ser cassado. Assim como Roriz, Arruda pretendia retornar à vida pública, candidatando-se à Câmara Federal, em 2014.
ZÉ DIRCEU E ROMÁRIO – Mensaleiros também estão fora das eleições por 8 anos, como o ex-chefe da Casa Civil, Zé Dirceu (PT/SP), acusado de dar as cartas no suposto esquema de propina paga pelo governo petista a senadores, um dos casos mais cabeludíssimos já acontecidos no Brasil república, e que será julgado este ano no STF. Dirceu foi cassado na Câmara e o Ministério Público o aponta como "chefe da quadrilha", de 22 membros. Houve mensaleiros que nem renunciaram, nem foram cassados, como o deputado João Paulo Cunha (PT/SP), que até o início deste ano presidiu a Comissão de Constituição e Justiça, e Sandro Mabel (GO), então no PL e hoje no PMDB.
O Mensalão ocorreu em 2005, em pleno primeiro governo do criador do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, políticos não punham mais dinheiro na carteira, mas escondiam maços de notas em cuecões de couro, como aconteceu depois em Brasília, no governo de Arruda.
Também celebridades como o deputado federal em primeiro mandato e tetracampeão do mundo na seleção brasileira, Romário de Souza Faria (PSB/RJ), bem como uma cambada de políticos acusados por todo tipo de denúncias, deverá cair na rede. Romário era cogitado pera disputar a Prefeitura do Rio de Janeiro, mas foi condenado por sonegação fiscal pela Segunda Turma Especializada do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro (TRF-2), em 2009. O caso tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Outro que foi abatido é o famigerado ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP/PE), que, em 2005, renunciou ao mandato de deputado acusado de receber propina para permitir o funcionamento de um restaurante na Câmara. Severino pegava tudo o que pudesse. Hoje, ele é prefeito de João Alfredo, em Pernambuco, e tentaria a reeleição este ano.
Agora, os partidos estão com a barba de molho. (Com informações do portal IG)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O que você acha mais escandaloso?



Brasília, 14 de fevereiro de 2012 - Imagine um ex-presidente dos Estados Unidos - ou de outro país dito democrático e civilizado - se valendo de um prefeito para convencer um ministro da Suprema Corte a votar assim ou assado determinada questão. Impensável, não?
A Veja desta semana publicou: "Lula usou recentemente Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo do Campo, como seu pombo-correio junto a Ricardo Lewandowski, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, para que o ministro se sensibilize por uma pendência fundamental para a consolidação do PSD. O TSE vai decidir se o partido de Gilberto Kassab terá direito a um quinhão do fundo partidário e tempo no horário gratuito - peça, aliás, fundamental para a construção de alianças”.
Lewandowsk deve a Lula sua nomeação para ministro do Supremo Tribunal Federal, função que acumula agora com a de ministro do TSE.
Ninguém pediu mais por ele junto a Lula do que dona Marisa, a ex-primeira dama, sua amiga.
Lula quer ajudar o PSD de Kassab em troca do apoio dele a Fernando Haddad, candidato do PT a prefeito de São Paulo.
Diante da nota da Veja, Lula nada disse. O ministro também não. Nem o prefeito. Muito menos Kassab.
Não sei o que é mais escandaloso - a notícia em si ou o silêncio dos seus personagens principais.

Até quando o PT resistirá no poder?

RAY CUNHA
raycunha@gmail.com


Brasília, 15 de fevereiro de 2012 De ideologia comunista, o objetivo do PT é instalar uma ditadura no Brasil. Lula, seu criador, como todo virtual ditador, orienta-se exclusivamente pela intuição, prescindindo, inclusive, de qualquer preparo intelectual para chegar e permanecer no poder. Assim, sabedor de que as Forças Armadas são visceralmente inimigas do comunismo, Lula optou por minar o estado brasileiro. Adotou, literalmente, a cartilha econômica do PSDB, que tirou o Brasil do atoleiro em que o meteram os generais ditadores e o presidente biônico, o maranhense Zé Sarney; pôs as Forças Armadas a pão e água e aparelhou e ideologizou o estado. Terminados dois mandatos e vendo que não conseguiria um terceiro instalou um governo fantoche.
Paralelamente a isso, o PT criou um estado paternalista, manobrando a massa por meio do pagamento de bolsas-preguiça, investindo em propaganda e contrapropaganda, e gastando sem dó nem piedade. Agora, a falta de dinheiro para investimento na infraestrutura básica do país; o trabalho investigativo da mídia denunciando a quadrilha da Esplanada; os tucanos, que depois de um porradal de 8 anos começou a prestar mais atenção para pelagem do que para plumagem; e a resistência das Forças Armadas ao desmonte dela, que o PT promove, estão desnudando a mais insidiosa máquina de destruição do estado brasileiro, com o objetivo de transformá-lo numa Cuba. A propósito, o governo comunistas da ilha dá seus últimos suspiros, após meio século com Fidel Castro e bandoleiros com as presas, já moles, mas fincadas no úbere de uma nação depauperada, e que pelo menos uma geração inteira terá que ralar para resgatá-la, após varrer e tocar fogo nos esbirros sáurios de Castro.
Certa vez, Lula disse que para se chegar a presidente de um país não é necessário curso superior, nem ler. É verdade, pois seu caso é exemplo disso. Mas a questão é: chegar à presidência com que fim? Levar o país ao crescimento, como o fez Juscelino Kubitschek, ou tratá-lo como se fosse uma republiqueta, como o fez Fernando Collor de Mello, ou levá-lo à bancarrota, como o fez Zé Sarney?
Falar em Zé Sarney, que faz justiça ao título de maior patrimonialista brasileiro desde dom Pedro II, ele presidiu o Senado da República com atos secretos, e ficou por isso mesmo, pois Lula, na ocasião, declarou que Sarney é especial, que pode fazer o que quiser, que está acima da lei; creio que Lula já estava com o pensamento por conta de quando chegasse ao posto do Bode...
Pois bem, não há bacanal ininterrupta que dure tanto tempo, e esta está chegando ao esgotamento. Ladrões, vendedores de sentenças, assassinos de fetos, mensaleiros, espiões, estão caindo como peças de dominó no concreto.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Indignação de um povo vilipendiado (o brasileiro), na internet

Circula na internet, sob o título de "Uma vergonha nacional":
Quando ouvimos frases como as escritas abaixo, infelizmente temos que engolir e ficar quieto!!!
"O Brasil não é um país sério." (Charles de Gaule)
"Que país é este que junta milhões numa marcha gay, outros milhões numa marcha a favor da maconha, onde estudantes universitários se revoltam a favor da droga, mas não se revoltam e não se mobilizam contra a corrupção?"
Um motorista do Senado ganha mais para dirigir um automóvel do que um oficial da Marinha para pilotar uma fragata! Um ascensorista da Câmara Federal ganha mais para servir os elevadores da casa do que um oficial da Força Aérea que pilota um Mirage.  Um diretor que é responsável pela garagem do Senado ganha mais que um general do Exército que comanda uma Região Militar ou uma grande fração do Exército.
Um diretor sem diretoria do Senado, cujo título é só para justificar o salário, ganha o dobro do que ganha um professor universitário federal concursado, com mestrado, doutorado e prestígio internacional.
Um assessor de terceiro nível de um deputado, que também tem esse título para justificar seus ganhos,  mas que não passa de um "aspone" ou um mero estafeta de correspondências, ganha mais que um cientista-pesquisador da Fundação Instituto Oswaldo Cruz, com muitos anos de formado, que dedica o seu tempo buscando curas e vacinas para salvar vidas.
 O SUS paga a um médico, por uma cirurgia cardíaca com abertura de peito, a importância de R$ 70, equivalente ao que uma diarista cobra para fazer a faxina num apartamento de dois quartos.  PRECISAMOS URGENTEMENTE DE UM CHOQUE DE MORALIDADE NOS TRÊS PODERES DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS, ACABANDO COM OS OPORTUNISMOS E CABIDES DE EMPREGO.
OS RESULTADOS NÃO JUSTIFICAM O ATUAL NÚMERO DE SENADORES, DEPUTADOS FEDERAIS, ESTADUAIS E VEREADORES.
TEMOS QUE DAR FIM A ESSES "CURRAIS" ELEITORAIS, QUE TRANSFORMARAM O BRASIL NUMA OLIGARQUIA SEM ESCRÚPULOS, ONDE OS NEGÓCIOS PÚBLICOS SÃO GERIDOS PELA “BRASILIENSE COSA NOSTRA”.
O PAÍS DO FUTURO JAMAIS CHEGARÁ A ELE SEM QUE HAJA RESPONSABILIDADE SOCIAL E COM OS GASTOS PÚBLICOS.
JÁ PERDEMOS A CAPACIDADE DE NOS INDIGNAR.
PORÉM, O PIOR É ACEITARMOS ESSAS COISAS, COMO SE TIVESSE QUE SER ASSIM MESMO, OU QUE NADA TEM MAIS JEITO. VALE A PENA TENTAR. PARTICIPE DESTE ATO DE REPULSA.
REPASSE! NÃO SEJA OMISSO!

Senador Demóstenes Torres trabalha para que Senado investigue em CPI relação suspeita entre BNDES e grupo JBS, de Júnior da Friboi


ALEXANDRE BITTENCOURT
Para o Diário da Manhã


Goiânia, 13 de fevereiro de 2012 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investiu mais de R$ 70 bilhões em projetos, fusões e aquisições nos últimos anos. À medida que se torna uma das maiores instituições financeiras do mundo, cresce também o debate sobre os critérios que utiliza para determinar quem pode ter acesso aos financiamentos. O grupo JBS, do empresário goiano Júnior da Friboi, é um dos “eleitos”. Há uma sucessão de episódios envolvendo o grupo e o BNDES que despertaram a atenção do Ministério Público Federal (MPF) e que agora devem ser investigados pelo Congresso Nacional, como deseja o senador Demóstenes Torres (DEM/GO).
Demóstenes está empenhado em colher assinaturas necessárias para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com objetivo de investigar a farra do boi. O senador informou ontem ao DM que o requerimento já tem pelo menos 22 das 27 subscrições necessárias. A proposta ganhou força em novembro do ano passado, quando o presidente do banco, Luciano Coutinho, compareceu à audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e foi confrontado com suspeitas gravíssimas apresentadas por Demóstenes. O embaraço foi geral.
O senador lembrou que, em 2009, o banco emprestou R$ 39,4 milhões para o conglomerado comprar um jatinho. “Gostaria de saber se é política social do BNDES emprestar dinheiro para que grandes grupos financeiros comprem jatos”, questionou. Coutinho se negou a discutir o assunto, alegando tratar-se de “questão pequena demais”.
O senador, então, mostrou dados que comprovam que 80% dos empregos gerados pelos frigoríficos JBS estão fora do Brasil. Demóstenes cobrou uma postura mais democrática do banco. “Um dos motivos da existência do BNDES é estimular um mercado menos concentrado, porém, com aval financeiro do banco, o JBS tem um domínio tão grande do mercado que os pequenos e médios frigoríficos estão fechando e demitindo milhares de funcionários”, disse.
Ainda na audiência, requerida pelo senador, Demóstenes apresentou um vídeo no qual o dono da JBS, Júnior da Friboi, diz que ele é quem define “o valor do boi, e não o produtor, porque se o JBS resolver parar de comprar gado, o preço do boi despenca em vários Estados”. Demóstenes perguntou a Luciano Coutinho: “Como o senhor avalia as declarações do JBS, que diz que ele é que regula o preço da carne?” O presidente do BNDES afirmou que é comum que os grandes grupos consigam influenciar no valor de alguns produtos. “Porém, eu teria que avaliar melhor este vídeo para entender do que se trata”, respondeu.
BOLSA BNDES - Por fim, o senador questionou Coutinho sobre operações no mercado financeiro envolvendo o grupo JBS: “Recentemente, o BNDES reforçou a imagem de criação da “bolsa BNDES”, em uma operação que eu diria que foi, no mínimo, suspeita. No mesmo dia que as ações do grupo JBS estavam cotadas a R$ 5,77 na Bovespa, o BNDES fez uma operação de debêntures e comprou estas mesmas ações por R$ 7,04, e somente neste superfaturamento das ações o grupo JBS lucrou R$ 65 milhões. Gostaria que o BNDES explicasse por que comprou as ações por um valor acima do mercado”.
Segundo Luciano Coutinho, a operação foi proveitosa para o banco porque previa a média das ações em um valor das últimas 60 cotações das ações. “O valor apontado é superior à cotação do dia, mas inferior à média das últimas 60 cotações”, respondeu o presidente do BNDES.
Na opinião do senador, existe favorecimento explícito do banco ao conglomerado gerido pelo rei do gado. “Muita gente acha que CPI é desrespeito, mas CPI é investigação para ver se está certo ou errado, para ver se tem algum desvio ou não.”
Em entrevista ao Diário da Manhã, o senador Demóstenes Torres classificou ontem como “escandalosa” a relação entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o grupo JBS, do empresário José Batista Júnior, o Júnior da Friboi. Na sua opinião, a proposta de criar uma comissão para investigar o banco causa arrepios ao Planalto? “É a CPI que o governo mais teme”, afirma.
“O BNDES tem que ser investigado. Eles beneficiam só grupos que eles querem para criar empresas “campeãs”. Coisa totalmente atrasada. Serve para enriquecer as pessoas, e isso volta em forma de propina e doação para campanha eleitoral.”
O BNDES tem sido um importante apoiador da expansão do JBS, estimulando as aquisições do grupo no Brasil e no exterior. O incentivo é norteado pela Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), que elegeu como prioritário o setor de carnes, por ser um dos mais competitivos da economia brasileira.
Com seu apetite para aquisições, os irmãos Júnior da Friboi, Wesley e Joesley Batista, conquistaram o apoio do BNDES para fazer da sua JBS uma multinacional. O banco já aplicou pelo menos R$ 7 bilhões no grupo. A maior parte via instrumentos de mercado, como compra de debêntures e ações, que não contam com as condições favoráveis das linhas de crédito convencionais do BNDES. O banco detém hoje 20,6% do capital do JBS.

Júnior da Friboi é o nome do PSB para 2014

DÉBORA GOUTHIER
Para o Jornal Opção

Goiânia, julho de 2011 - Centenas de pessoas presenciaram no fim da manhã desta sexta-feira, 8, a filiação de José Batista Júnior - o Júnior do Friboi, do Grupo JBS/Friboi -, ao PSB (Partido Socialista Brasileiro), da base aliada do governo federal. Lideranças políticas e empresariais, deputados, vereadores, integrantes do partido e dos seus aliados, celebraram a chegada do empresário não só ao partido, mas à corrida pelo governo do Estado de Goiás nas eleições de 2014.
O clima de festa durante a cerimônia, que contou com apresentação da Orquestra Sertaneja Marinheiro, da cidade de Piracanjuba, confirmava a empolgação dos integrantes do partido, liderados pelo presidente regional do PSB, ex-deputado federal Barbosa Neto. Segundo ele, a sigla está partindo para novos rumos e a filiação de Júnior representa uma quebra de paradigmas. “Ele levou a Friboi para o mundo e vai fazer o mesmo por Goiás”, acredita. Neto afirma que “o partido está em glória” e que Júnior é, claramente, o projeto do PSB para as próximas eleições do governo do Estado.
A filiação trouxe à Goiânia o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e sua mãe, Ana Arraes, deputada federal pelo Estado e líder da bancada na Câmara. Segundo ela, o empresário trará grandes contribuições ao partido, que, acrescenta, sente-se honrado em recebê-lo.
Campos, governador eleito com maior número de voto no País, afirmou que Júnior irá somar muito, atraindo jovens e lideranças empresariais e incrementando o projeto da legenda de “reunir pessoas acima dos partidos”. Em seu discurso, ele alertou o empresário de que por mais que se faça pelas pessoas por meio de uma empresa, ainda não dá para fazer tudo. "É agora que começa o seu grande desafio", disse, dirigindo-se ao mais novo filiado.
Questionado pelo Jornal Opção sobre as negociações do partido para as próximas eleições para o governo de Goiás, agora encabeçadas pelo nome de Júnior da Friboi, Campos afirmou que ainda é muito cedo para decidir 2014. “A entrada do Júnior é o início de uma mudança, por tudo o que ele representa. Mas ainda temos muito a negociar”, explicou. Sem fechar possibilidades de alianças com outros partidos, ele afirmou que, ainda nesta sexta-feira, faria uma visita de cortesia ao governador Marconi Perillo (PSDB).
Entre os representantes de outros partidos que demonstram apoio à filiação de Júnior ao PSB, está o também empresário Vanderlan Cardoso, cuja filiação ao PMDB ocorreu em 16 de junho. Ele não compareceu ao evento, mas justificou sua ausência. A deputada federal Flávia Morais (PDT) também prestigiou a cerimônia, assim como o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), que afirmou ter presenciando “uma festa democrática”.
Representando a classe empresarial, Rafael Campos Carvalho, presidente da seccional goiana da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), afirmou que a entidade é apartidária, mas que ainda assim é importante ter uma das principais lideranças empresarias do Estado atuando no governo. “Acreditamos que ele possa aplicar, na gestão pública, características da gestão empresarial. E isso só vem trazer benefícios para todos nós”, disse.
Júnior presidiu durante 25 anos o JBS-Friboi, o maior grupo produtor de proteína animal do mundo, criado e administrado pela sua família, e presente em países como os EUA, Argentina e Austrália. Atualmente, ele é um dos conselheiros da JBS, além de acionista do grupo.
Em um discurso emocionado, Júnior da Friboi disse que teve “amor à primeira vista” por Campos e contou que Barbosa Neto lhe fez o convite para integrar o partido, explicando a ideologia do PSB. Após relatar a história de sua família e das empresas do grupo, o empresário afirmou que eles sempre se basearam em preceitos como disciplina, ousadia, simplicidade, planejamento, franqueza, valorização das pessoas, educação e muito trabalho, combinados à soma entre governança e liderança que gera oportunidades. “Se o povo me der esse voto de confiança para governar, vou utilizar essas mesmas premissas”, disse.
O mais novo filiado ao PSB afirmou, ainda, que “poder é para dar oportunidade às outras pessoas” e que “não há desenvolvimento sem distribuição de renda”. Ele disse que se sente orgulhoso em participar de uma nova política, que “não é predadora, nem quer prejudicar ninguém, mas fazer o bem”.
O arremate da cerimônia ficou por conta do próprio Júnior, mas não pelas lágrimas ou pelos inúmeros aplausos. Acompanhado da Orquestra Sertaneja, que embalava uma homenagem com a tradicional canção Menino da Porteira, Júnior da Friboi, novo filiado do PSB e agora vice-presidente da sigla no Estado, entoou algumas notas tocando um berrante.
O PSB é hoje o terceiro maior partido do Brasil, com a participação de seis governadores, tendo os dois mais votados do País (Pernambuco e Espírito Santo) e quatro prefeitos de capitais.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Brasil sofre com 3.853.317 crianças e jovens fora das escolas


RAY CUNHA
raycunha@gmail.com

Brasília, 8 de fevereiro de 2012 – O resultado do governo peteemedebista (fusão do PT com o PMDB), paternalista e demagogo, desde 2003, está aí: levantamento feito com dados do Censo de 2010 pela ONG Todos Pela Educação (TPE) mostra que o Brasil, sétima economia mundial, tem ainda 3.853.317 de crianças e jovens de 4 a 17 anos fora da escola. O nó se concentra na faixa de 4 e 5 anos, com 19,9% da população fora das escolas; dos 15 aos 17 anos, a taxa é de 16,7%. É a ponta de um abismo social. Muitas dessas crianças moram na rua e são estupradas regularmente. No lado oposto, o da elite do funcionalismo público, verificam-se salários estratosféricos e a corrupção fazendo novos milionários, diariamente.
No Sudeste, a região mais rica do país, mais de 1,2 milhão de indivíduos de 4 a 17 anos estão fora da escola; o Centro-Oeste tem o menor número: 325,9 mil. Em termos proporcionais, 12,2% da população de 4 a 17 anos da Região Norte (Amazônia) estão fora do sistema de ensino, seguida pelo Sul (9,8%), Centro-Oeste (9,6%), Nordeste (7,8%) e Sudeste (7,3%).
O levantamento mostra ainda que em mais da metade dos municípios brasileiros os alunos do nono ano do ensino fundamental da rede pública federal, estadual e municipal é deficiente em matemática. Em língua portuguesa, 16% não sabem escrever corretamente.
Além do aparelhamento do estado, o governo peteemedebista politizou o Ministério da Educação. Resultado, distribuíram a alunos de todo o país um livro que ensina: “Nós vai pescar”.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Após 4 greves na gestão Dilma, PMs discutem levantes em mais 8 estados, entre os quais, o Distrito Federal e Goiás


BRUNO PAES MANSO e VANNILDO MENDES
Para O Estado de S.Paulo


São Paulo e Brasília, 6 de fevereiro de 2012 - Desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo, polícias militares de quatro Estados já entraram em greve. Atualmente, outras associações de cabos e soldados de oito já discutem decretar paralisação. O motivo é o trancamento da tramitação da PEC 300 no Congresso Nacional, emenda constitucional que estabelece um piso nacional para os policiais militares, por meio da criação de um fundo para ajudar Estados que não conseguirem bancar o aumento.
O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), avisou na semana passada que não colocará a emenda constitucional em votação porque não há previsão orçamentária para arcar com os custos do aumento salarial para os policiais. "Esse tema será enfrentado de novo só com a discussão do Orçamento de 2013", emendou.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, informou, em entrevista ao Estado, que há uma ação articulada de policiais militares em várias partes do País orientada a promover ondas de violência e disseminar o pânico na população como forma de arrancar aumentos salariais dos governos estaduais, como ocorre atualmente na Bahia.
"Temos presenciado um crescimento das situações de vandalismo nessas greves", afirmou. "E visto o crescimento de situações em que se busca disseminar o pânico entre a população, em atitudes inaceitáveis quando vindas de policiais." Além da Bahia, nos últimos anos já entraram em greve no Nordeste as PMs do Ceará, Maranhão, Piauí, Alagoas e Paraíba. No Norte, entraram Amazonas, Pará e Rondônia. No Sudeste, apenas os bombeiros do Rio deflagraram o movimento.
Os Estados com grupos de praças que reivindicam o apoio à PEC 300 são Roraima, Mato Grosso, Tocantins, Goiás, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. As informações estão sendo divulgadas nos principais blogs que acompanham os movimentos grevistas dos policiais.
"Houve quebra de um compromisso que foi assumido durante as eleições para presidente. As discussões foram para os Estados e os movimentos acabaram sendo deflagrados nas associações de praças", explica o soldado Fernando Almança, que trabalha em Cachoeira do Itapemirim, no Espírito Santo, e abastece o blog www.pec300.com.
O deputado estadual major Olímpio Gomes (PDT) participou das negociações em torno da PEC 300 durante a campanha presidencial. Segundo ele, o então candidato a vice-presidente, Michel Temer, reuniu policiais e deputados para assumir o compromisso de votar a emenda constitucional.
Reviravolta. Depois da vitória nas urnas, os cortes orçamentários levaram a presidente a barrar a tramitação do projeto no Congresso. Já Cardoso acha correta a posição do governador Jaques Wagner de não negociar anistia com os grevistas. "Você não pode permitir que pessoas que usam o distintivo ou a farda de policial ajam negando aquele que é o papel pelo qual o Estado as remunera."

sábado, 4 de fevereiro de 2012

O livro proibido

O Chefe, livro-reportagem sobre Lula, do jornalista Ivo Patarra, está disponível para leitura no site: www.escandalodomensalao.com.br

Poder paralelo de Brasília

RICARDO CALLADO
Jornal da Comunidade

Brasília, 4 de fevereiro de 2012 - Políticos, autoridades e empresários de Brasília vivem sob constante ameaça de chantagem. São todos reféns do passado, dos erros que cometeram e de diálogos não republicanos. Outros têm a sua vida pessoal devassada, e questões de foro íntimo caem na rede de bisbilhotagem que se criou na política do Distrito Federal.

Foi no final dos anos 90 que se iniciou na capital federal esse clima de medo e insegurança. Tudo começou com o ex-delegado Durval Barbosa e teve continuidade com seus filhotes de arapongagem. Quem trilhou pelo submundo de gravações clandestinas fez fortuna na cidade e muitas vítimas. Quem não se submete às chantagens tem a sua vida destruída. 

Não se pode mais conversar com tranquilidade com ninguém em Brasília. Por telefone, nem pensar. Sempre vai haver um terceiro na linha ouvindo e gravando conversas que podem gerar dinheiro ou poder. De jornalistas a juízes, passando por governadores, secretários de Estado e parlamentares, todos são alvos dessa gente.

A última vítima foi o delegado Onofre de Moraes, que fez confidências e emitiu opiniões nada adequadas para alguém que almejava chegar ao cargo de diretor geral da Polícia Civil, um sonho antigo. Caiu não só pela boca grande, mas também pela escolha de suas amizades e companhias.

 Onofre alegou que tudo não passava de “galhofas e brincadeiras”, mas esqueceu que não se pode brincar com coisa séria, quando se ocupa um cargo sério. A gravação causou constrangimento no governo e deixou sua situação insustentável na Polícia Civil. O pedido de demissão foi inevitável e Onofre agora veste os pijamas da aposentadoria.

Fala-se nos bastidores que existam mais de três mil gravações de áudio e vídeo em poder dessa turma, aterrorizando meio mundo de gente que orbita pelo poder em Brasília. Quem ainda não foi chantageado e pode fazer algo para conter a sanha dos grampeadores fica inerte, com medo de ser a próxima vítima. Então, optam pela omissão, fechando os olhos para os descalabros que acontecem.

Se existe mesmo tanta gravação assim, o Ministério Público poderia provocar a Justiça para que requisite dos grampeadores que estão sob sua tutela a entrega de todos os áudios e vídeos. Dessa forma, colocaria um fim na era das chantagens. Quem cometeu algum tipo de ilícito responderia por seus atos nos tribunais adequados.

O que não pode são protegidos da Justiça por delações continuarem operando na cidade e trazendo o medo e a instabilidade política, mostrando suas gravações clandestinas quando bem entendem ou quando lhes trazem algum benefício financeiro, político ou uma mera vingança. Se essa bandalheira continuar, o Judiciário será responsabilizado pela sociedade como coautor desses crimes.

A divulgação de vídeos clandestinos é hoje a maior arma de um grupo que chefia o poder paralelo em Brasília e desafia os poderes legalmente constituídos. São gravações ilegais e que acabam contando com a omissão da Justiça, que não contesta a sua produção. O certo seria que um autor de vídeo clandestino respondesse processo nos tribunais.

É hora de se pôr um fim nisso tudo, do contrário continuaremos vivendo num estado de medo e seremos todos suspeitos e vítimas, ao mesmo tempo, de nossos próprios pecados mais íntimos, pois sempre terá alguém nas sombras do submundo gravando a intimidade alheia.

O artigo 5º da Constituição Federal garante a todos os cidadãos brasileiros o direito à privacidade. Esse direito é, inclusive, garantido pela Lei 9.296/96, que diz que a intimidade de uma pessoa só pode ser violada pela Justiça.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

A hibridez do Entorno do Distrito Federal



Brasília, 3 de fevereiro de 2012 - Matéria publicada dia 2 no jornal Valor Econômico, “Partidos disputam PAC do Entorno”, assinada pelo jornalista Caio Junqueira, é um raio X da situação da Região Integrada do Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), integrada por 19 municípios de Goiás e 3 de Minas Gerais, uma das regiões mais violentas do Brasil, que, por falta de políticas de estado para a educação, inserção social e saúde pública, as populações marginalizadas ficam cada vez mais a mercê da roubalheira de colarinho branco e dos barões do tráfico de drogas. É mais 3,5 milhões de habitantes – mais de 2,5 milhões do DF e 1 milhão dos 22 municípios do Entorno.
Caio Junqueira: “No momento em que o Brasil se consagra como uma das estrelas da nova ordem econômica mundial, sua capital federal, patrimônio histórico da humanidade e joia da arquitetura modernista, enfrenta em sua extrema periferia um grave e cada vez maior problema social: altos índices de violência e desemprego, transporte público precário, ausência de equipamentos públicos de saúde e educação que supram a demanda”.
Não é preciso ir longe: o Plano Piloto está esburacado, sujo e sem calçadas, como sempre; a violência é crescente no DF; e o governador Agnelo Queiroz (PTMDB) não governa, faz duas coisas: vive se defendendo de acusações de corrupção e visitando as obras do estádio Mané Garrincha.
O DF e o Entorno são uma cópia do Brasil em escala reduzida: são um abismo em desigualdade social, com milionários sentando-se em vasos sanitários de ouro e gente morrendo de fome, na rua, à facada e à bala, e drogada. Se a criminalidade no Brasil é uma das mais altas do planeta, no Entorno, as taxas de homicídio, latrocínio e estupro chegam ao triplo da média nacional.
Assim, os desassistidos do Entorno correm para o DF, principalmente moradores de Águas Lindas de Goiás, município distante 51 quilômetros de Brasília e com 159.378 habitantes, e o mais violento da região. Segundo Caio Junqueira, cerca de 90 mil moradores de Águas Lindas trabalham em Brasília. E o caldo engrossa todos os dias. Águas Lindas é uma espécie de porta de entrada de levas de imigrantes para a região, disparada por Joaquim Roriz. “Natural de Luziânia, a principal cidade da região, foi vice-governador de Goiás em 1987 e depois governador biônico do Distrito Federal, nomeado pelo então presidente José Sarney (PMDB). Após a autonomia política do Distrito Federal, foi governador eleito por três vezes, ocasiões em que ficou conhecido por promover transferências de títulos eleitorais de moradores do Entorno para que votassem nele em Brasília” – diz Caio Junqueira sobre Joaquim Roriz.
Como repórter do extinto jornal BSB-Brasil, cobri o início da distribuição de lotes por Roriz, em janeiro de 1989, seguido do recrudescimento de invasões. Prefeitos de grotões enchiam paus-de-arara de desassistidos, principalmente do sertão nordestino, e os enviavam para o Distrito Federal. O câncer populacional que explodiria é a metástase que hoje atinge a Zona Metropolitana de Brasília.
O governo federal acena agora com verba de R$ 6 bilhões para o Entorno. Mas há um problema: quem manda no governo federal é o PTMDB, de Dilma Rousseff e Agnelo Queiroz, e o governador de Goiás, Marconi Perillo, é cacique tucano, odiado por Lula, dono do PTMDB. Quem conhece os peteemedebistas sabe o que eles reservam para seus inimigos políticos. O povão é anestesiado com bolsa-isso, bolsa-aquilo-outro. Quanto ao desenvolvimento, que se exploda.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Diretor da polícia do DF diz que governador Agnelo Queiroz (PT) deixaria governo de camburão


FILIPE COUTINHO
Folha.com

Brasília, 2 de fevereiro de 2012 - O atual diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal, Onofre Moraes, disse que o governador Agnelo Queiroz (PT) iria sair do governo "de camburão da Polícia Federal". As declarações foram dadas em junho do ano passado, quando Agnelo já era investigado pela PF e Onofre era apenas delegado. A declaração do policial foi feita ao jornalista Edson Sombra, o mesmo que foi testemunha na Operação Caixa de Pandora e levou o ex-governador José Roberto Arruda à prisão por tentativa de suborno.
"Eu liguei e falei: quando o seu governador tiver saindo do camburão da Polícia Federal e eu estiver aposentado e vendo, eu só vou falar: pede à diretora para tirar ele. Foi o recado que eu mandei, direto" - disse Onofre Moraes. Na conversa, não fica claro para quem Onofre teria ligado.
No diálogo, Onofre Moraes reclamava da diretora-geral Mailine Alvarenga, que sofria resistências internas. Ela acabou deixando o cargo em novembro, quando Onofre Moraes assumiu a chefia da Polícia Civil.
Segundo o diretor-geral, Agnelo deixaria o governo por conta da exposição no cargo. "Você é um delegado de plantão, mas faz os seus esquemas. Você é pintinho e ninguém vai querer te destruir. Vira diretor e aí nego fuça tudo. O problema do Agnelo foi esse" - disse.
A Folha procurou Agnelo Queiroz e Onofre Moraes, que ainda não se pronunciaram.

Com a ditadura na alma. Ou: Lixo moral!


REINALDO AZEVEDO
Veja.com

1 de fevereiro de 2012 - As declarações de Dilma sobre os direitos humanos, feitas em Cuba, chegam a ser mais vergonhosas do que as do Apedeuta, seu antecessor. Ele, com a grossura teórica peculiar, decidiu ignorar a questão e pronto! Ela ameaçou criar uma espécie de teoria, segundo a qual todos os países, em certa medida, Brasil inclusive, têm telhado de vidro. Sim, sempre há transgressões — a situação dos presos comuns no Brasil, por exemplo, é detestável.
Mas há uma diferença considerável entre países que têm instituições em defesa das liberdades públicas e das liberdades individuais, como o Brasil — e que devem fazer um esforço cotidiano para que sejam respeitadas —, e aqueles que têm na tirania e na violência o seu modo ótimo de fazer política. Num caso, a justiça é um norte a ser perseguido; no outro, tem-se a morte da esperança.
Por que Dilma e os seus não reconhecem essa distinção? Porque têm a ditadura entranhada na alma, ora essa! Ela é presidente de um país democrático, mas pertence a uma corrente de pensamento que, a despeito de algumas dissensões internas (irrelevantes), atua cotidianamente para eliminar o adversário, para apagar o passado, para reescrever a história.
O que estou afirmando é que o norte moral da presidente, no fim das contas, continua a ser aquele vigente em Cuba, onde uma elite de iluminados decide os destinos da sociedade — condenando-a, como se sabe, ao atraso. O Brasil teve a sorte de manter essa gente longe do poder por um bom tempo. O Brasil teve o bom senso de recusar em 1989, 1994 e 1998 os métodos que o PT propunha. Quando chegou ao poder, em 2003, já estava mais domesticado, e as instituições democráticas já haviam avançado o suficiente para dificultar a tarefa de construção do partido único.
Não obstante, no 10º ano do poder petista, vemos a) as oposições com as pernas quebradas — também em razão de sua ruindade, já que não entenderam até agora como funciona o petismo; b) boa parte da imprensa ou rendida ou experimentando uma espécie de esquizofrenia, que exalta as qualidades interventoras de Dilma em seu próprio governo; c) um rebaixamento contínuo e sistemático do padrão ético na vida pública; d) o uso descarado na máquina do estado para difamar personalidades e políticos considerados incômodos; e) uso do dinheiro público para financiar as diversas formas de subjornalismo a soldo, cuja tarefa é difamar os, vejam vocês!, “inimigos do regime”; f) uso de juros subsidiados para transformar o empresariado em clientela do governo — os cordatos ganharão o leite de pata…
Trata-se do mesmo espírito ditatorial, só que exercido por outros meios — os meios possíveis num sistema ainda democrático, mas exibindo cada vez mais a musculatura de um regime ditatorial.
O que Dilma fez em Cuba? Resolveu generalizar a transgressão aos direitos humanos — seria um problema universal — para, na prática, poder endossar as práticas vigentes em Cuba. Alinhou-se com a ditadura e cuspiu em cada um dos presos políticos da ilha, que sofrem lá, de modo comprovado, as mesmas agruras que ela diz ter sofrido quando presa no Brasil. Membro então de uma organização terrorista, a detenção fez dela uma heroína; simples opositores pacíficos do governo, os que estão presos em Cuba ou são “bandidos”, como comparou o Babalorixá de Banânia, ou merecem ser evocados ao lado dos terroristas da Al Qaeda.
Querem saber? É puro lixo moral!

Escalada do PTMDB de aparelhamento do estado é flagrada agora no Ministério da Cultura

Brasília, 2 de fevereiro de 2012 – O PTMDB já aparelhou toda a máquina administrativa do governo federal e politizou o Ministério da Educação. Agora, surge uma prova do aparelhamento do Ministério da Cultura. O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), manifestou ontem repúdio e indignação ao artigo veiculado pelo site da Revista de História, publicação patrocinada pelo governo federal e ligada ao Ministério da Cultura. De autoria de Celso de Castro, o texto no site da revista afirma: “Privataria Tucana prova que a reportagem de investigação está viva e José Serra, aparentemente, morto”.

Na nota, encaminhada à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, o presidente do PSDB afirma que, a pretexto de exaltar o livro A Privataria Tucana, o artigo no site ataca o ex-governador e outros integrantes do partido, sem, no entanto, nominá-los, “de forma grosseira e descabida”, e veicula “falsas acusações e insinuações” contra a honra de Serra.
“Para se caracterizar como uma resenha, com o mínimo de idoneidade esperável nessa publicação, o artigo não poderia deixar de mencionar o papel do autor do livro (Amaury Ribeiro Jr.) no comitê da campanha presidencial do PT em 2010, nem os processos criminais a que responde por corrupção de agentes públicos e violação do sigilo fiscal de José Serra e outras pessoas” - diz a nota do PSDB.
Guerra afirma ainda que o site não poderia repetir acusações sem consistência e fundamento, ressaltando que a ofensa se agrava por ter os nomes da presidente Dilma Rousseff e o da ministra entre os responsáveis pela publicação, ao lado do conselho editorial.
“O PSDB, que é o verdadeiro alvo dessa vilania, preza sua história e seus valores. Por isso, continuará combatendo o aparelhamento político-partidário desenfreado do estado brasileiro e seus efeitos secundários indesejáveis. Lamentamos constatar que nem uma instituição como a Biblioteca Nacional está a salvo desse processo degradante" - conclui a nota. (Com informações da Agência Estado)

Carta do PSDB à ministra da Cultura, Ana de Hollanda

SÉRGIO GUERRA
Presidente Nacional do PSDB

Exmª. Senhora Ministra de Estado da Cultura, Ana de Hollanda
C/C ao Sr. Editor-Chefe da Revista de História da Biblioteca Nacional, Luciano Figueiredo
A Direção Nacional do PSDB repudia, indignada, as falsas acusações e insinuações veiculadas por uma publicação patrocinada pelo governo federal contra a honra do ex-governador José Serra, um dos quadros mais qualificados do PSDB e da política nacional.
A pretexto de exaltar o livro A Privataria Tucana, o site da Revista de História, ligada à Biblioteca Nacional, publicou um artigo assinado por um de seus editores, Celso de Castro Barros, atacando o ex-governador e outros “tucanos”, não nominados, da forma mais grosseira e descabida.
Para se caracterizar como uma resenha, com o mínimo de idoneidade esperável nessa publicação, o artigo não poderia deixar de mencionar o papel do autor do livro no comitê da campanha presidencial do PT em 2010, nem os processos criminais a que responde por corrupção de agentes públicos e violação do sigilo fiscal de José Serra e outras pessoas. Tampouco poderia repetir acusações e insinuações do livro sem a menor análise da sua consistência e fundamento, que uma leitura, mesmo rápida, revela serem nulos.
A ofensa é agravada por envolver os nomes da presidente da República, Dilma Rousseff, e da ministra da Cultura, Ana Maria Buarque de Hollanda, que aparecem no expediente da publicação, ao lado de um conselho editorial integrado por personalidades cujas credenciais deveriam representar uma garantia de seriedade e alto nível intelectual.
O PSDB, que é o verdadeiro alvo dessa vilania, preza sua história e seus valores. Por isso, continuará combatendo o aparelhamento político-partidário desenfreado do estado brasileiro e seus efeitos secundários indesejáveis. Lamentamos constatar que nem uma instituição como a Biblioteca Nacional está a salvo desse processo degradante.

Agência PSDB, Executiva Nacional, 1 de fevereiro de 2012