quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Entrevista/CRISTÓVÃO TORMIN: Luziânia só se desenvolverá com choque de gestão


Marconi Perillo observa Cristóvão Tormin assinar ordem de
serviço de R$ 4 milhões para recapear as ruas de Luziânia

Aeroclube de Brasília, localizado em Luziânia, será ampliado

Trem metropolitano de passageiros, ligando Luziânia a Brasília, será ativado

Município, que já conta com forte setor de agronegócios, terá polo industrial


RAY CUNHA


Brasília, 23 de novembro de 2011 - As eleições municipais ainda estão longe, mas já se percebe nas ruas de Luziânia (GO), a maior cidade do Entorno do Distrito Federal e distante apenas 60 quilômetros de Brasília, que há um favorito para comandar, em 1 de janeiro de 2013, o destino de um dos municípios goianos que mais exportam: Cristóvão Tormin, 36 anos, luzianiense, bacharel em direito, produtor rural, deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD). Aos 25 anos, foi eleito vereador com 2.307 votos, o mais votado de todos os tempos da cidade e região; em 2044, foi reeleito vereador, com 2.918 votos, novamente como o mais votado, presidindo a Câmara em 2006, ano em que foi eleito deputado estadual pelo PTB, com 20.905 votos; e em 2010, foi reeleito deputado estadual, ainda pelo PTB, com 36.474 votos. Filiou-se ao recém-criado PSD em 23 de setembro deste ano.
Agora, ele pretende partir para seu voo mais ousado: a prefeitura de Luziânia, para o que já tem um pré-projeto com o objetivo de tornar o município um dos mais prósperos do Planalto Central, por meio de um choque de gestão em todas as áreas de atividades. Mas no seu projeto três pontos se destacam: a criação de um polo industrial; a ampliação do Aeroporto de Luziânia, tornando-o alternativo de Brasília, a dois anos e meio da Copa do Mundo de 2014; e a implementação de trens metropolitanos de passageiros ligando Brasília a Luziânia, que fica na zona metropolitana da capital federal. Isso, sem falar no investimento maciço que pretende fazer na Educação, por meio de aula em tempo integral. Também Cristóvão é autor de uma PEC que tramita na Assembleia Legislativa de Goiás, criando o Fundo do Entorno, com o objetivo, entre outros, de pagar professores, policiais e o pessoal da área de saúde tão bem quanto seus colegas do Distrito Federal, muitas vezes separados apenas por uma rua.
Cristóvão Tormin me recebeu na manhã de segunda-feira 14, no seu escritório no Corumbá Plaza Hotel, defronte à construção do que será o maior shopping do interior de Goiás, com data marcada para ser inaugurado em abril de 2012, em Luziânia, para a seguinte entrevista:
O senhor é pré-candidato a prefeito de Luziânia?
Com certeza, nosso nome será colocado nas convenções do próximo ano como pré-candidato à Prefeitura Municipal de Luziânia, com respaldo do PSD e partidos aliados, principalmente o PT, o PMDB, o PV e vários outros partidos que virão somar conosco. Assim sendo, poderemos ser candidatos a prefeito de Luziânia, sim.
E o PSD?
Já nasceu grande. Temos uma bancada federal em Goiás, com 4 deputados federais, maior do que a do PSDB e atrás somente do PMDB. Na Assembleia Legislativa temos 6 deputados estaduais. É a terceira bancada, atrás do PSDB e do PMDB. Temos dezenas de prefeitos, centenas de vereadores e pré-candidatos a prefeito na quase totalidade dos municípios.
Fontes minhas dão conta de que o senhor teria pelo menos 60% dos votos, caso as eleições fossem hoje. O senhor confirma isso?
Nós fazemos também as nossas avaliações no contato com as pessoas no dia-a-dia, mas é ainda muito prematura essa questão. Entretanto, esse tipo de projeção só aumenta nossa força de vontade, o entusiasmo de lutar por um ideal, já que temos a confiança de muitas pessoas que acham o nosso nome bom para administrar o município de Luziânia.  Mesmo que a verdadeira pesquisa seja a das urnas, já é um bom indício uma aceitação desse porte. Sabemos, porém, que pesquisas feitas agora mostram apenas a tendência do momento. E se estão assim é porque o momento é favorável.
Supondo que o senhor seja candidato e ganhe as eleições, qual seria seu foco principal como prefeito de Luziânia?
Primeiramente, um choque de gestão. Em especial na saúde pública. Precisamos incrementar não só os postos de saúde, mas o Hospital Regional, pondo tudo para funcionar. Precisamos mudar a concepção de saúde pública do nosso município, uma vez que até as mais simples cirurgias são enviadas para o Hospital de Santa Maria (DF), o Hospital de Base (DF) e o Hospital Regional do Gama (DF). Nós temos que acabar com isso. Luziânia é uma cidade de médio porte e precisa de investimentos maciços na área de saúde. Com relação à infraestrutura, precisamos de obras de qualidade, desde um pequeno reparo até pavimentações asfálticas de grande porte, para realmente aplicar bem o dinheiro do povo, e o dinheiro do povo é uma responsabilidade muito grande que a gente tem. Então, as obras públicas têm que ter qualidade. Pretendo fazer uma revolução na área educacional, que também está precisando de um choque de gestão, principalmente com a implantação de aula em tempo integral. Nós também precisamos fazer parcerias com o governo federal, que está aqui tão pertinho da gente, tanto para a área de infraestrutura quanto para a área de segurança pública. O problema da violência não será resolvido, na nossa região, se não for com parcerias entre as prefeituras e os governos estadual e federal, alocando recursos e executando também programas nas áreas educacional e social. Só assim haverá inclusão social e a marginalidade será bastante reduzida. Precisamos ainda atrair indústrias de porte, tanto para Luziânia sede quanto para o Distrito do Jardim Ingá, para gerarmos emprego, renda, dar dignidade às pessoas para que elas não precisem ir para Brasília, enfrentando esse trânsito horrível nos horários de pico, e poder trabalhar perto da sua casa e contribuir com o progresso, o desenvolvimento do município, trabalhando aqui. Nós ainda estamos em fase de elaboração do plano de governo, uma vez que as eleições ocorrerão somente daqui a dez meses, mas o foco principal será nestas áreas: saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e geração de emprego e renda.
O senhor falou no tráfego intenso entre Luziânia e Brasília. Se eleito prefeito o senhor se empenhará pela instalação de trem metropolitano de passageiros Luziânia-Brasília-Luziânia?
Com certeza. Já há inclusive a linha férrea. Além do trem de passageiros, há também outra solução que será implementada, que será o corredor exclusivo para ônibus na BR-040. O governador Marconi Perillo (PSDB) já sinalizou positivamente com relação a isso, assim como o presidente da Agetop (Agência Goiana de Transportes e Obras), meu amigo Jayme Rincón – já estivemos na Agetop várias vezes para tratar desse assunto. Essa é uma questão primordial, uma vez que milhares de pessoas se deslocam dos mais variados bairros de Luziânia em direção à capital federal.
Brasília precisa de um aeroporto alternativo, especialmente por causa da Copa do Mundo de 2014. Luziânia, distante somente 60 quilômetros de Brasília, conta com aeroporto, e o Ministério da Aeronáutica tem, prontinho, o projeto de ampliação desse aeroporto. Não se ouve os prefeitos que se sucedem em Luziânia dar um pio sobre este assunto. O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Nós, que pensamos uma Luziânia grande, progressista, temos que dar a infraestrutura, as condições necessárias, para os empresários, para as pessoas se deslocarem com mais rapidez para o nosso município. Já temos o Aeroclube de Brasília, que fica em Luziânia e que é auxiliar do Aeroporto de Brasília. Buscaremos, junto ao governo federal, recursos para a ampliação do Aeroporto de Luziânia, que não está ainda nem balizado, não funciona à noite. Nós precisamos incrementar o aeroporto, buscando parcerias, com os governos federal e estadual e com a iniciativa privada, no sentido de que não seja só um aeroporto alternativo; que Brasília o utilize, mas que seja utilizado também pelos moradores de Luziânia e toda a região do Entorno do Distrito Federal, e, principalmente, no sentido de atrair investimentos, buscar facilidades, para que os empresários, os investidores, as pessoas que pensam grande, possam investir no nosso município.
A inserção social só se dará por meio da industrialização do município. O senhor já pensou na criação de um polo industrial em Luziânia? Terra é o que não falta.
Nós temos todas as condições para isso, pela proximidade da capital da república, por tantos municípios populosos limítrofes que são polos consumidores, e também pela linha férrea que passa pelo nosso município, ligando-nos a pontos de escoamento no Sudeste. Então, o Distrito Agroindustrial de Luziânia, por tanto tempo esquecido, tem que ser incrementado, temos que trazer novas empresas para o município. Temos como exemplo Anápolis (GO), que é uma potência, mas lá, desde o início, houve investimento, vontade política. Luziânia tem que buscar também seu foco industrial e investir nele, coisa que não vem ocorrendo no momento.
O que o senhor acha da criação de um fundo para financiar exclusivamente a inserção social e o desenvolvimento do Entorno?
Isso é importantíssimo, fundamental. Nós apresentamos um projeto de emenda à Constituição do Estado de Goiás (PEC 170/2007) criando o Fundo do Entorno. Essa PEC, que está tramitando na Assembleia Legislativa, destina recursos vultosos para ser aplicados exclusivamente na nossa região. Os policiais civis e militares, os bombeiros, os professores da região fazem um trabalho igual ou até maior do que seus colegas do Distrito Federal, do outro lado da divisa, que, às vezes, é uma rua, e a remuneração desses profissionais distritais é bem maior do que a dos seus colegas que trabalham do lado de cá. Lá, recebem mais, porque são custeados pela União, pelo Fundo Constitucional do Distrito Federal, que paga a Educação, a Saúde e a Segurança. Então, a nossa região, para crescer, para progredir, precisa de mais investimentos diferenciados, não só em pessoal, em salários, mas também em infraestrutura, em programas sociais, e isso só será resolvido com a criação do fundo, razão pela qual apresentei, este ano, o projeto de emenda à Constituição do estado criando o Fundo do Entorno.
Caso eleito, o senhor estará dentro do contexto da Copa do Mundo de 2014. Como Luziânia pode faturar o Mundial?
Nós temos que aproveitar essa oportunidade. Nós temos o Estádio Municipal Zequinha Roriz, o Serra do Lago, com estrutura muito boa, precisando apenas de algumas adequações, que pode servir para treinamento para nossa Seleção, ou para outras seleções, e temos a barragem de Corumbá IV, com potencial turístico muito grande. Precisamos, agora, ajudar nossos empresários com incentivo, principalmente os da rede hoteleira, dando-lhes as condições necessárias para expandirem seus investimentos. Precisamos criar um conjunto de ações para aproveitarmos esse momento que é ímpar, perante o qual Luziânia não pode ficar inerte, aguardando as coisas chegarem. Temos que começar isso já, e não a partir do próximo prefeito, que só vai assumir em 1 de janeiro de 2013; ainda estamos em 2011. É claro que o próximo prefeito participará disso mais ativamente.
O Lago de Corumbá IV tem potencial para um polo de turismo, mas não há uma política municipal voltada para isso. O que o senhor tem a comentar sobre essa questão?
Foi criada recentemente a Secretaria de Turismo do município. Agora é buscar junto à Goiás Turismo, junto ao Ministério do Turismo, junto aos empreendedores que querem investir no local, potencializar essa questão, uma vez que o Lago Corumbá IV é subaproveitado. Nós temos riquezas naturais imensuráveis, e uma delas é Corumbá IV, subaproveitado devido à falta de visão de quem está gerindo a administração pública.
O governador Marconi Perillo reuniu pelo menos um terço dos prefeitos goianos, dia 11 de novembro, no auditório Mauro Borges, do Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, para assinar as primeiras ordens de serviço para a recuperação imediata de ruas e avenidas de 133 cidades. O senhor também assinou a ordem de serviço para o município de Luziânia. Como foi sua participação nesta ação?
Primeiramente nós aprovamos, na Assembleia Legislativa, o Fundo de Transportes, que foi a forma que o governador e o presidente da Agetop encontraram para buscar recursos para serem aplicados ainda este ano no recapeamento das rodovias goianas e também em ruas dos municípios. Assim, aprovamos o Fundo de Transportes e o Programa Rodovida de modo que agora, dia 11, pude assinar, como o deputado mais votado de Luziânia, a liberação de mais de R$ 4 milhões para o município de Luziânia, para recapear as ruas em todos os bairro da cidade. Também foram contemplados os municípios de Valparaíso, Novo Gama, Santo Antônio do Descoberto e Águas Lindas, e, na segunda etapa, estão incluídos os municípios de Cristalina e Cidade Ocidental. Enfim, todos os municípios do estado serão contemplados. Nós tivemos a felicidade de fazer gestões junto ao governador para que Luziânia obtivesse um bom quinhão, o que vai ajudar muito na restauração das ruas do município, com um trabalho de boa qualidade, como o governador enfatizou na solenidade. Não adianta fazer pavimentação asfáltica utilizando material que não seja de boa qualidade, pois esse tipo de obra se deteriora rapidamente com as chuvas. Isso é desperdício, é irresponsabilidade com o dinheiro público. O governador bateu lá na mesa e disse que as empreiteiras serão apenadas se o serviço não for de qualidade. Isso nos alegra muito, porque se não fosse a Assembleia Legislativa esse programa não teria saído do papel. Foram tirados recursos da Side, do Detran, de outras áreas, para ser criado o Fundo de Transportes, que é uma iniciativa do governo do estado que merece todo o nosso aplauso, porque foi a saída encontrada para resolver esse problema nos municípios.
Qual a sua participação na restauração da Igreja do Rosário?
Eu me emociono ao falar sobre isso. A Igreja do Rosário já estava praticamente em ruínas. Se ela não fosse restaurada antes das chuvas talvez caísse. E a igreja é o maior patrimônio de Luziânia - histórico, cultural, religioso. Nosso trabalho começou já na elaboração do projeto, com a participação do nosso bispo diocesano, Dom Afonso, do pároco, padre Simão, dos integrantes da comunidade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, junto à Agepel, a Agência Goiana de Cultura Pedro Ludovico Teixeira, e com o apoio fundamental do Iphan (Instituto Histórico e Artístico Nacional), na pessoa da superintendente Salma Saddi Waress de Paiva, e de seus auxiliares, e da senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), que não mediu esforços para nos ajudar na questão dos recursos. Esse trabalho foi coroado de pleno êxito, uma vez que não tivemos uma mera reforma, mas uma restauração, observando todos os aspectos originais da obra, que está aí para todo mundo ver quão magnífica ficou a nossa Igreja Nossa Senhora do Rosário. É uma alegria muito grande, como luzianiense, como representante da nossa cidade na Assembleia Legislativa, ter dado a minha pequena participação nessa obra. Tive uma surpresa muito grande, e gratificante, quando, no dia da reinauguração, o bispo diocesano Dom Afonso divulgou a bênção apostólica assinada pelo Papa Bento XVI nos parabenizando pelos relevantes serviços prestados na restauração da Igreja Nossa Senhora do Rosário.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

“O Entorno só terá paz com inclusão social” – diz Doka, prefeito de Novo Gama, no Entorno do DF, após encontro com o ministro José Eduardo Cardozo e os governadores Agnelo Queiroz (DF), Marconi Perillo (GO) e Antonio Anastasia (MG)


Doka e Marconi Perillo: compromisso com a redução
da violência, a começar pelo asfaltamento de 60% das
ruas de Novo Gama, duplicação e pavimentação da
GO-520, e construção do Hospital da Cruz Vermelha

RAY CUNHA


Brasília, 22 de novembro de 2011 – “O Entorno só terá paz com inclusão social.” Essa frase, dita para o DF-GOIÁS – Zona Metropolitana de Brasília pelo prefeito João Assis Pacífico, o Doka (PSDB), de Novo Gama, cidade goiana que faz divisa com o Distrito Federal, ao sul, é emblemática. Doka fez a observação logo após o primeiro Colóquio sobre Segurança Pública no DF e Entorno, com lançamento de um plano de desarmamento da região, em Luziânia (GO), na manhã de hoje, com a presença do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, dos governadores do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT); de Goiás, Marconi Perillo (PSDB); e de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), e prefeitos da região.
Durante a campanha eleitoral, ano passado, tive a oportunidade de entrevistar o então senador Marconi Perillo, que, em dois mandatos, foi o único governador de Goiás que investiu no Entorno do Distrito Federal, construindo escolas, hospitais, prédios para as polícias e rodovias, além de implementar vários programas sociais na região. Pois bem, na entrevista, Marconi deixou claro que só o desenvolvimento será capaz de acabar com a violência no Entorno, um dos índices mais altos do planeta, em países que não estão em guerra.
A reunião ocorreu em Luziânia, a 60 quilômetros de Brasília, por razões óbvias. Trata-se da maior cidade do Entorno, localizada entre Brasília e Goiânia, e uma das mais violentas da região, onde execuções são comuns e vige uma política municipal assistencialista, sem atacar a maior causa da violência: o desemprego e a desqualificação de mão de obra.
Antecipando-se à publicação, esta semana, de entrevista que o deputado estadual Cristóvão Tormin, do PSD de Luziânia, concedeu a este DG-GOIÁS – Zona Metropolitana de Brasília, Tormin afirma que Luziânia só se desenvolverá com um choque de gestão; que seu aeroporto será ampliado; que o trem metropolitano de passageiros, ligando Luziânia a Brasília, será ativado; e que o município, que já conta com forte setor de agronegócios, terá polo industrial. “Supondo que o senhor seja candidato e ganhe as eleições, qual seria seu foco principal como prefeito de Luziânia?” – perguntei a Cristóvão Tormin.

Resposta: “Primeiramente, um choque de gestão. Em especial na saúde pública. Precisamos incrementar não só os postos de saúde, mas o Hospital Regional, pondo tudo para funcionar. Precisamos mudar a concepção de saúde pública do nosso município, uma vez que até as mais simples cirurgias são enviadas para o Hospital de Santa Maria (DF), o Hospital de Base (DF) e o Hospital Regional do Gama (DF). Nós temos que acabar com isso. Luziânia é uma cidade de médio porte e precisa de investimentos maciços na área de saúde. Com relação à infraestrutura, precisamos de obras de qualidade, desde um pequeno reparo até pavimentações asfálticas de grande porte, para realmente aplicar bem o dinheiro do povo, e o dinheiro do povo é uma responsabilidade muito grande que a gente tem. Então, as obras públicas têm que ter qualidade. Pretendo fazer uma revolução na área educacional, que também está precisando de um choque de gestão, principalmente com a implantação de aula em tempo integral. Nós também precisamos fazer parcerias com o governo federal, que está aqui tão pertinho da gente, tanto para a área de infraestrutura quanto para a área de segurança pública. O problema da violência não será resolvido, na nossa região, se não for com parcerias entre as prefeituras e os governos estadual e federal, alocando recursos e executando também programas nas áreas educacional e social. Só assim haverá inclusão social e a marginalidade será bastante reduzida. Precisamos ainda atrair indústrias de porte, tanto para Luziânia sede quanto para o Distrito do Jardim Ingá, para gerarmos emprego, renda, dar dignidade às pessoas para que elas não precisem ir para Brasília, enfrentando esse trânsito horrível nos horários de pico, e poder trabalhar perto da sua casa e contribuir com o progresso, o desenvolvimento do município, trabalhando aqui. Nós ainda estamos em fase de elaboração do plano de governo, uma vez que as eleições ocorrerão somente daqui a dez meses, mas o foco principal será nestas áreas: saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e geração de emprego e renda”.

Não à toa, as ruas de Luziânia já dão indícios de que Cristóvão Tormin será o novo prefeito da cidade. Jovem e bem-preparado, o deputado sabe que populismo e paternalismo formam a ladeira perfeita que leva à miséria e, esta, à violência.

Doka, o prefeito de Novo Gama, vê da mesma forma, embora não dê para comparar o município de Novo Gama com Luziânia, do qual foi desmembrado. Novo Gama se encontra em um estágio em que precisa desesperadamente de infraestrutura básica e urbanização, daí o empenho de Doka por asfalto e um grande hospital. Dia 11, Marconi Perillo assinou ordem de serviço para o asfaltamento de 370 mil metros quadrados de ruas de Novo Gama, o equivalente a 60% da zona urbana, e é provável que ainda este ano Marconi e Doka assinarão a ordem de serviço para a grande obra local, aguardada há uma eternidade: a duplicação e pavimentação da GO-520, a principal artéria que corta o Novo Gama. Trata-se da única via utilizada no transporte coletivo de moradores de 5 bairros com destino ao centro da cidade, à Brasília e às cidades da região. Os bairros são: Alvorada, América do Sul, Boa Vista, Lago Azul e Lunabel. A GO-520 se encontra esburacada, o que dificulta o trabalho dos motoristas que precisam trafegar na rodovia.
Marconi Perillo assinou, dia 2 de setembro, um protocolo de intenções com a Cruz Vermelha Brasileira para a construção, a partir de 2012, de um hospital de nível internacional, no valor de R$ 220 milhões, numa área de 40 mil metros quadrados, em Novo Gama. Marconi Perillo já garantiu a Doka que o hospital é mesmo de Novo Gama. Dia 10, o secretário municipal de Infraestrutura, Marinaldo Almeida Nascimento, se encontrou com o assessor da presidência da Saneago, José Fernandes Peixoto Júnior, para tratar da desapropriação de área da empresa para a construção do hospital. “A construção começará no próximo ano” – comemorou um entusiasmadíssimo Doka.
OS NÚMEROS DA VIOLÊNCIA - Familiares de vítimas da violência no Entorno protestaram, na manhã desta segunda-feira, em frente ao Centro Cultural de Luziânia, onde foi realizado o Colóquio sobre Segurança Pública no DF e Entorno. Luziânia, juntamente com Águas Lindas, Valparaíso, Cidade Ocidental e Novo Gama, apresentam índice alarmante de crimes, principalmente assassinatos. Segundo o governo de Goiás, até o fim de outubro de 2011, foram registrados 476 homicídios no Entorno, o equivalente a 35% de todos os casos registrados em todo o estado de Goiás. Luziânia é a terceira cidade mais violenta do estado, com 126 assassinatos este ano, perdendo apenas para Goiânia (408) e Aparecida de Goiânia (139), que são bem maiores. O Entorno apresentou 448 homicídios em 2010 e 540 em 2011. Latrocínios (roubo seguido de morte) aumentaram 137%, tentativas de homicídio subiram 131% e estupros cresceram 105%.
No Entorno, a média, em 2011, é de 70,22 homicídios para cada 100 mil habitantes. O nível considerado aceitável pela Organização das Nações Unidas (ONU) é de 10 homicídios por 100 mil habitantes. A média nacional é de 24 homicídios para cada 100 mil habitantes. No Distrito Federal, a média prevista para 2011 é de 37 assassinatos para cada 100 mil habitantes. É o Brasil em guerra urbana.
Os policiais civis nos 19 municípios goianos do Entorno estão em greve há 31 dias. Reivindicam aumento da gratificação de localidade dos atuais R$ 276 para R$ 800, e concurso público. O piso do agente da Polícia Civil em Goiás é R$ 2.711. No outro lado da rua, no DF, os policiais civis estão em greve há 27 dias; reivindicam aumento de 13%. O piso inicial de um agente no DF é R$ 7.514 e pode chegar a R$ 11.879.
Será que as Forças Armadas dariam conta de pacificar o Entorno? Não! Só inclusão social, como disse Doka.

domingo, 20 de novembro de 2011

Ray Cunha deixa o jornal DF-Goiás

RAY CUNHA

Brasília, 20 de novembro de 2011 – Informo, a quem interessar possa, que deixei o quinzenário DF-Goiás – O Jornal do Planalto Central, que esteve sob meu comando editorial de março de 2010 a outubro de 2011, um ano e oito meses, circulando, nesse meio tempo, com cerca de 180 mil exemplares, no Entorno Sul, principalmente em Luziânia, e um pouco em Brasília. Saio do DF-Goiás para trabalhar em novo jornal, que será lançado brevemente, além de me dedicar a este blog, DF-GOIÁS – Zona Metropolitana de Brasília (dfgoias.blogspot.com).
O DF-Goiás foi, durante minha passagem por ele, um sucesso editorial, mas que não teria sido possível sem o trabalho criativo do talentoso artista gráfico Dino Gomes Pereira, reconhecido em Brasília e em Goiânia; e sem a colaboração de jornalistas como Ruy Fabiano, um dos mais lúcidos articulistas políticos do país; Luiz Solano - O Repórter do Planalto, experiente repórter, que já acompanhou vários presidentes da República e foi correspondente de guerra; Flávio Resende, o jovem e talentoso jornalista que comanda a Proativa, agência de comunicação social de Brasília; o premiado chargista André Cerino, além de eventuais colaboradores, como o poeta e jornalista Heitor Andrade.
A boa notícia é que todos eles já têm coluna no DF-GOIÁS – Zona Metropolitana de Brasília.
Sou grato ainda à pessoa mais importante no trabalho realizado no DF-Goiás, sem a qual nenhum jornal, no planeta, pode existir: o leitor.
Minha missão, como editor, visou sempre a inclusão social dos moradores do Entorno do Distrito Federal. Por meio de matérias, entrevistas, artigos e notas, procurei analisar o contexto geopolítico da região, com a esperança de que o leitor pudesse compreender melhor seu papel social e se organizar para exigir o que lhe é direito, basicamente trabalho, moradia, educação saúde e segurança, o que só pode ser possível por meio de uma política de industrialização do Entorno, com o esforço dos governos de Goiás, do DF e federal, juntamente com os prefeitos da região.
Sempre que pude, inclusive entrevistando o então candidato ao governo de Goiás, o tucano Marconi Perillo, trabalhei temas caros aos moradores do Entorno, quais são: a ligação por trem de passageiros Brasília-Goiânia, pelo menos Brasília-Luziânia, passando por Valparaíso e Cidade Ocidental, e, quem sabe, um ramal até o Novo Gama; a instalação de campi universitários em toda a região; e a construção do aeroporto alternativo de Brasília, além da instalação de um polo industrial não poluente na região.
Luziânia já tem aeroporto, e há um projeto prontinho no Ministério da Aeronáutica de ampliação do aeroporto de Luziânia, mas não se vê, na cidade, nenhum político discutindo o tema, exceto o pré-candidato a prefeito do município, o jovem e promissor deputado estadual Cristóvão Tormin (PSD). Aliás, quando se trata de transporte, especialmente ônibus públicos metropolitanos, e mesmo circulares, o que dá para sentir é que se trata de uma área na qual ninguém mexe. É tabu.
Bem, àqueles que me liam, seja na coluna Café Expresso (que no blog passou a se chamar Café Espresso), seja em artigos ou matérias, marco um encontro neste blog, ou no meu blog: raycunha.blogspot.com.
Muito obrigado!

sábado, 19 de novembro de 2011

É preciso passar a limpo o Brasil, com urgência!


RAY CUNHA
raycunha@gmail.com


Brasília, 19 de novembro de 2011 - Toda a cultura humana está registrada nos livros, ou na escrita, incluindo os parcos conhecimentos que temos do mundo espiritual, conhecimentos que nos foram passados por mestres como Jesus Cristo e registrados por seguidores. Jesus Cristo, por exemplo, falava em aramaico. Por meio da engenharia da tradução, suas palavras foram grafadas, na Idade Clássica, em grego e em latim, e ganhou o Ocidente por meio da língua inglesa, chegando a nós, brasileiros, pela língua portuguesa. A propósito, cabalistas e alguns evangélicos procuram viver de acordo com a Bíblia, no nosso tempo pós-moderno, isto é, tecnológico.

As nações mais desenvolvidas do planeta, como Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Japão, não mexem na etimologia do seu idioma. No nosso caso, viemos de um dos idiomas mais sofisticados da história da humanidade, que é o latim, que, em Portugal, sofreu misturas do gótico e do árabe, desembocando na língua brasileira, oriunda do português de Portugal, tupi-guarani, línguas africanas, palavras estrangeiras incorporadas ao nosso idioma, verbetes pós-modernos, neologismos e nossa maravilhosa cultura mestiça e tropical.

Recentemente, a república peteemedebista de Lula, embarcou em mais uma canoa furada (para o povo): o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, sustentado pelo discurso de que precisamos ter o texto igual ao de Portugal na Organização das Nações Unidas (ONU). Uma falácia! Se isso fosse preciso mesmo, bastaria adotar-se, naquele organismo internacional, a língua brasileira. Se Portugal já foi, com a Escola de Sagres, o que os Estados Unidos e a Nasa representam agora, é hoje um dos países menos avançados da Europa, enquanto que o Brasil é, e todos sabemos disso, a nação mais rica do planeta, embora ainda em estágio potencial. Creio que, assim que a esclerose política for varrida deste imenso Portugal, ombrearemos os Estados Unidos.

Se Portugal já foi o que hoje são os Estados Unidos, em tecnologia e império, os portugueses não agiram como os ingleses, que foram donos do maior império que já houve no nosso planeta. Portugal sugou, como um vampiro, ouro, diamantes e outras pedras preciosas, prata, estanho, madeira (a Mata Atlântica junto), a vida dos escravos, tudo o que representasse riqueza, para dourar sua aristocracia, inclusive pagando a Inglaterra para proteger o sangue azul português, que vivia em berço esplêndido. A Inglaterra inaugurou a era moderna com a industrialização, no século XVIII, e os portugueses ficaram a ver navio.

Agora, no pós-modernismo, a era da tecnologia de ponta, com robôs realizando cirurgias, Portugal, e sua língua esgotada, mergulha cada vez mais no passado, que, a rigor, não existe, enquanto que o Brasil, com sua maravilhosa riqueza étnica e cultural, emerge, cada vez mais, para o trópico, a que os europeus chamam de realismo-fantástico, pois a velha Europa nunca entendeu o trópico.
O Novo Acordo Ortográfico só serviu para os apaniguados do Ministério da Educação do PTMDB encherem mais ainda a burra, vendendo milhões de novos dicionários, gramáticas normativas e livros em geral ajustados nas novas regras, uma das quais extinguiu a palavra “acreano” e criou “acriano”. Os acreanos ficaram furiosos. Mas o que se há de fazer num momento de tanta mediocridade política e intelectual?

O Brasil não precisa de mudanças na língua. Nenhum povo precisa. O que potencializa a utilização de um idioma é o avanço do seu país, ou países. Fala-se inglês no mundo todo por causa do Império Inglês e, depois, por causa dos Estados Unidos. Aos 5 anos de idade, quando aprendi a ler, já lia Walter Disney, Edgar Rice Burroughs, Al Capp, e, a partir de 14 anos, Ernest Hemingway, Franz Scott Fitzgerald, John Steinbeck, Somerset Maugham, via John Ford, Francis Ford Coppola, ouvia os Beatles e, atualmente, utilizo-me da informática.

Pois bem, o Brasil não precisa de mudanças ortográficas. Precisa investir maciça e continuamente, de forma nunca desestimulada, em educação, pesquisa e tecnologia. O Brasil não precisa de mudanças tecnológicas, precisa reduzir o fosso social: de um lado, pessoas ganham anualmente bilhões de reais de lucro, enquanto outros morrem de fome, ou comidos por vermes, giárdia, ameba, protozoário, bactéria e vírus. Indiozinhos morrem de fome. Muito dirão: são apenas indiozinhos. Pois o Brasil só é rico porque tem, também, basicamente, riqueza cultural continental. E se não cultivarmos a luz da espiritualidade, qualquer riqueza será apenas pó.

Dinheiro tem valor mental. R$ 1 trilhão, por si só, não valem nada. Lembro-me de um caso emblemático. Uma senhora ganhou uma soma vultosa e deu, para um sobrinho, R$ 100 mil. Ele comprou um carro novo e remobiliou sua casa, endividando-se para isso, pois os R$ 100 mil não cobriam os gastos feitos. Bateu com seu carro novo em outro automóvel e quase mata seu condutor. Seu carro não prestou para mais nada, teve que pagar os custos médicos com o outro condutor, pois fora culpado no acidente, e também pagar o outro carro. Assim, R$ 100 mil representaram, na verdade, menos algumas centenas de milhares de reais, mais o desgaste imenso.

O Brasil não precisa gastar dinheiro com reforma ortográfica. O Brasil precisa tirar das ruas crianças que estão morrendo de fome, de estupro, de drogas, à faca e à bala, o tempo todo. Enquanto essas crianças vagarem nas ruas brasileiras, como pedrada na cara, falastrões como Lula, e os “grandes quadros oposicionistas” dos vistosos tucanos, serão apenas palhaços stalinistas, como Hugo Chávez e Fidel Castro.

O Acordo Ortográfico é mais uma peça de marketing do governo lulapeteemedebista, em um país de esmagadora maioria de alfabetizados funcionais - que leem mas não entendem o que leem -, com pelo menos 20 milhões de pessoas que vivem na Idade da Pedra – não sabem ler e, muitíssimos deles, não têm sequer certidão de nascimento; outros, são escravos mesmo, principalmente nos medievais estados da Amazônia.

No Brasil, nós não precisávamos de reforma ortográfica. Precisamos de reforma política, de reforma fiscal, de reforma educacional, de reforma do Judiciário, de reforma administrativa, de reforma previdenciária, de pacto federativo, e, sobretudo, de jogar os ladrões de colarinho branco na cadeia e fazê-los pagar tudo o que roubaram. É preciso acabar com a indecência da imunidade parlamentar. Faz-se necessário passar a limpo este Brasil corrupto.

A curta história da língua brasileira, que leva ao mundo, por meio da sua literatura, as cores do trópico

Originada em Portugal, a língua brasileira cada vez mais se impõe no planeta, levando para as regiões frias, que antes sediavam a metrópole, a riqueza cultural e a alegria dos trópicos, por meio da literatura, da tecnologia e do trabalho


RAY CUNHA
ray.cunha@uol.com.br
Para a revista Século 21


Brasília, 21 de julho de 2009 - Esta curta história da língua portuguesa é baseada em relatos de arqueólogos e historiadores. Tudo começou na região ocidental da Península Ibérica, há 300 anos Antes de Cristo, com soldados romanos e seu latim vulgar. Oitocentos anos depois, o Império Romano começou a desabar, mas deixava, firmes, várias línguas, variantes do latim. O português escrito começou a ser utilizado, em documentos, no século IX, e, no século XV, já se tornara língua literária. Desde os romanos, havia duas províncias na região em que se formou a língua portuguesa: Lusitânia, hoje Portugal, e Galécia, ou Galícia para nós, brasileiros, ao norte.

O Império Romano conquistara a região ocidental da Península Ibérica, criando as províncias da Lusitânia e da Galécia, equivalentes, hoje, ao centro-norte de Portugal e à província espanhola da Galícia, a noroeste da Espanha, nas quais se começou a falar latim vulgar, do qual nasceram as línguas neolatinas e 90% do léxico, ou dicionário, do português. Os únicos vestígios das línguas nativas dessa região dormem na toponímia da Galícia e de Portugal.

Entre 409 e 711, depois de Cristo, o Império Romano entrava em colapso e a Península Ibérica era novamente invadida, agora por povos de origem alemã – suevos e visigodos -, que os romanos chamavam de bárbaros. Entretanto, os novos invasores absorveram a língua romana da península. Como cada tribo bárbara falava latim à sua maneira, o resultado foi a formação do galaico-português ou português medieval, espanhol e catalão.

Os estudiosos acreditam que foram os suevos os responsáveis pela diferenciação linguística dos portugueses e galegos quando comparados aos castelhanos. Durante o reinado suevo, proibiu-se nominar os dias da semana em latim e as palavras guerreiras foram impostas em línguas germânicas, tal como “guerra”.

Em 711, depois de Cristo, a península foi invadida pelos mouros, de língua árabe, oriundos do norte da África. O árabe foi utilizado, nessa época, como língua administrativa nas regiões conquistadas, mas a população continuou a falar latim vulgar.
Em 1249, os mouros foram expulsos, mas deixaram grande número de palavras árabes, especialmente relacionadas à culinária e à agricultura, sem equivalente nas demais línguas neolatinas, além de nomes de locais no sul de Portugal, como Algarve e Alcácer do Sal. Muitas palavras portuguesas que começam por “al” são de origem árabe.

O mais antigo documento latino-português de que se tem conhecimento é a Carta de Fundação e Dotação da Igreja de S. Miguel de Lardosa, datada de 882, depois de Cristo. O Testamento de Afonso II, de 1214, é o texto em escrita portuguesa considerado mais antigo. Esses documentos estão guardados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa.

O vernáculo escrito passou, gradualmente, para uso geral a partir do fim do século XIII. Portugal se tornou país independente em 1143, com o rei Dom Afonso I. Em 1290, o rei Dom Dinis criava a primeira universidade portuguesa em Lisboa - Estudo Geral - e decretou que o português, então chamado “linguagem”, substituísse o latim no contexto administrativo.

Em 1296, o português foi adotado pela Chancelaria Real. A partir daí, a língua galego-portuguesa passou a ser utilizada também na poesia. Já em meados do século XIV, o português alcançara tradição literária. Nessa época, os nativos da Galícia começaram a ser influenciados pelo castelhano, base do espanhol moderno. Entre os séculos XIV e XVI, com as grandes navegações, a língua portuguesa é difundida na Ásia, África e América.

Na Renascença, aumenta o número de palavras eruditas do latim clássico e do grego arcaico, ampliando a complexidade do português. O fim do português arcaico é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516.

A língua portuguesa no mundo - Fala-se oficialmente português nos oito países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola (África), Brasil (América do Sul), Cabo Verde (África), Guiné-Bissau (África), Moçambique (África), Portugal (Europa), São Tomé e Príncipe (África), e Timor- Leste (Ásia). Mas em cada uma das ex-colônias portuguesas falam-se, na verdade, variantes do português de Portugal.

Também falam-se variantes de português nas seguintes regiões: Galícia (província da Espanha, Europa); Goa, Diu e Damão (Índia, Ásia); Macau (China, Ásia), Málaca (Malásia, Ásia) e Zanzibar (Tanzânia, África).

A escrita da língua portuguesa é semelhante em todos os países da CPLP, com poucas variações gramaticais. O que muda, de forma mais evidente, além da grafia de um certo número de palavras, é o significado de outras tantas palavras, com conotações diferentes de região para região; o modo de se utilizar formas verbais; e o estilo erudito, isto é, o modo de se construir frases e contextos literários.

Quanto ao falar, um brasiliense só se entenderá com um lisboeta, por exemplo, se ambos conversarem vagarosamente e pronunciarem claramente as sílabas das palavras.

Contudo, trata-se da quinta língua mais falada no planeta, por cerca de 240 milhões de pessoas, em quatro continentes. Se Portugal é o portão de entrada da lusofonia no Velho Continente - a Europa -, o Brasil é o gigante do bloco. No Brasil, a língua portuguesa sofreu influências do tupi-guarani - tronco linguístico dos índios da América do Sul - e de várias línguas africanas.

Desde o início do século XX, Portugal e Brasil buscam a unificação da língua portuguesa escrita em ambos os países, para chegar, pelo menos, ao consenso de um texto burocrático, que possa reforçar o idioma na Organização das Nações Unidas (ONU). Mas a verdade não pode ser mudada. O português de Portugal se esgotou, enquanto o português do Brasil foi enriquecido pelo índio, pela África e pelo trópico, e é aberto.

A reforma ortográfica tudo muda para nada mudar, como diz uma personagem do romance O Leopardo, de Giuseppe Tomasi Di Lampedusa, referindo-se à monarquia italiana, então com as ventosas no erário, como ocorre hoje e sempre no Brasil chavista de Lula e patrimonialista de Sarney. A célebre frase literária se ajusta à nomenklatura lulapetista, embora o destino do Brasil, a província agrícola, florestal e mineral mais rica do planeta, é o de ser uma potência mundial, o que só poderá conquistar por meio da democracia. E a democracia dorme no idioma. Só então, a língua brasileira será respeitada, procurada e aprendida.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A sem-vergonhice e a esclerose política de Lupi

RAY CUNHA
raycunha@gmail.com

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), viajou de 10 a 14 de dezembro de 2009 de Brasília para São Luís e Imperatriz, no Maranhão, e Teresina, no Piauí, a trabalho, recebendo R$ 1.736,90 de três diárias e meia, conforme o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi). Ele utilizou dois jatinhos particulares, Air King, embolsando as diárias e devendo favores a quem custeou o uso dos aviões, provavelmente Adair Meira, dono de uma rede de ONGs e que, meses depois, foi beneficiado com convênios junto ao ministério.
Flagrado pela revista Veja, Lupi afirmou não conhecer Adair Meira e que não viajava em aviões particulares. Foi pego na mentira com imagens que vieram a público.
Esse caso é emblemático. Exibe a sem-vergonhice a que a politicalha chegou neste grande Portugal. Enquanto Lupi, na sua esclerose política, pensa que 200 milhões de brasileiros são imbecis, a imperatriz Dilma Rousseff, sucessora do O Cara, Lula, que começou a dinastia do PTMDB, aguarda as ordens do politburo para chutar o traseiro da ultrajante figura do mentiroso público.

Famílias rurais do Entorno do DF aprendem a fazer o aproveitamento alimentar de frutos do Cerrado

Famílias da comunidade Indaiá II, em Luziânia, Entorno Sul do DF

ANA GUARANYS
Da Assessoria de Comunicação da CCSA

Brasília, 17 de novembro de 2011 - Aproveitamento alimentar de frutos do Cerrado foi o tema de mais uma oficina realizada pela Corumbá Concessões S.A. (CCSA), na comunidade Indaiá II, em Luziânia (GO), nos dias 8 e 9 de novembro, destinada a famílias rurais do município. A atividade teve como objetivo proporcionar aos moradores locais capacitação para geração de renda através de produtos nativos do Cerrado. A oficina faz parte do Programa de Educação Ambiental (PEA) implementado nos municípios do entorno do reservatório da UHE Corumbá IV.
Cerca de 35 pessoas das comunidades de Indaiá II e Rabo de Cavalo começaram o curso pelo aprendizado teórico sobre higiene, boas práticas de fabricação de alimentos, industrialização, instalação de agroindústrias e controle de qualidade. Nas aulas práticas, aprenderam a beneficiar os frutos para fabricação de farinhas e polpas e a produzir cerca de 20 receitas salgadas e doces utilizando frutos do Cerrado, a exemplo de pizzas, tortas, pães, bolos, compotas, geleias, trufas, bombons e sucos. O curso foi ministrado por Maiana Santos, técnica em Agroindústria e agente Ambiental da Ecodata – instituição contratada para executar o Programa de Educação Ambiental-PEA.
A partir de pratos tradicionais, Maiana recria receitas com frutos do Cerrado, a exemplo de buriti, cagaita, baru, jatobá, coquinho azedo, pequi e jenipapo, que proporcionam um sabor diferenciado, exótico, e começam a ser mostrados e apreciados como uma culinária típica do Cerrado.
“Os participantes desta oficina se mostraram muito interessados no assunto, até mesmo as crianças. Nós trouxemos uma boa quantidade e variedade de frutos, colhidos na própria região, proporcionando uma mesa farta e bonita” - disse Maiana Santos. A novidade, segundo a técnica, foi o próprio tema da oficina, de aproveitamento alimentar, pois a grande maioria dos participantes só consumia os frutos in natura. “A culinária do Cerrado está na moda. Depois que as pessoas provam esses alimentos tão nutritivos, coloridos e saborosos, se apaixonam por eles. Melhor ainda é aprender a produzir as receitas, com possibilidade de ganhar dinheiro” - comentou Maiana.
Ela ressalta algumas particularidades do baru, que, embora seja ainda pouco conhecido, de uns tempos para cá vem se destacando e se tornando o “rei do Cerrado” devido ao seu grande aproveitamento e do retorno financeiro que proporciona aos produtores. Dele se aproveita tudo: da polpa à castanha. O preço do quilo da castanha (torrada) varia entre R$ 40 e R$ 50; a polpa é comercializada a R$ 10 o quilo; e da parte mais dura, que envolve a castanha, se faz carvão vegetal, que também rende um bom dinheiro. “O baru é muito valioso e muitas vezes é jogado fora por aqueles que ainda desconhecem o seu valor” - ressalta Maiana.
Para Ivanilde Meireles Paula, vice-presidente da Associação de Mulheres Exercendo Cidadania (Amec/Luziânia), “o curso foi muito bom, pois vai servir como uma fonte de renda para as famílias da região e vai somar ao que já fazemos na entidade, que é um trabalho com artesanato, doces, bolos e biscoitos. E agora vamos usar o fruto da terra, do Cerrado, colhido aqui mesmo, e que antes era tão desperdiçado”.
Justina Camargo, outra participante, disse que pretende iniciar um pequeno projeto de fabricação de bombons caseiros de baru, que ela já tem em seu quintal, para aumentar a sua renda. “Depois vou trabalhar com o buriti e o pequi, e a expectativa é grande” - acrescentou.
“Esta oficina é muito interessante porque desperta nas pessoas as várias possibilidades que os frutos do Cerrado oferecem para produzir receitas doces e salgadas, que podem gerar renda para as comunidades. O melhor de tudo é que usar o Cerrado e as coisas tradicionais da roça, tanto no artesanato como na culinária, está na moda” - avaliou a analista ambiental da CCSA, Ana Carolina Nunes, responsável pelo PEA. Segundo ela, além desta oficina de Luziânia, a atividade já foi realizada em Alexânia e está programada para acontecer em Corumbá de Goiás e em Silvânia, ainda este ano.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Marconi Perillo adia início das obras de duplicação e pavimentação da GO-520, em Novo Gama

Doka, prefeito de Novo Gama, e a deputada Sônia Chaves, exibem
a ordem de serviço, também assinada pelo governador Marconi
Perillo, para asfaltar 60% de Novo Gama já a partir deste mês

Doka comemora aniversário do Lago Azul com inauguração de complexo recreativo e show de Léo Magalhães
Começa ainda neste mês o recapeamento de 370 mil metros quadrados de ruas em Novo Gama, mais de 60% da área urbana
Brasília, 16 de novembro de 2011 – A agenda apertada do governador Marconi Perillo (PSDB), de Goiás, levou sua assessoria a adiar, para data ainda não definida, o início das obras de duplicação e pavimentação asfáltica da GO-520, marcada para esta quinta-feira, 17, durante os festejos de aniversário do bairro Lago Azul, de Novo Gama (GO), na divisa sul com o Distrito Federal. Contudo, já está tudo certo para que as obras da rodovia estadual comecem ainda este ano. Trata-se de obra aguardada há anos e considerada a mais importante, neste momento, na cidade.
A GO-520, que liga o Novo Gama ao município de Luziânia, é a única via utilizada no transporte coletivo de moradores de 5 bairros com destino ao centro da cidade, à Brasília e às cidades da região. Os bairros são: Alvorada, América do Sul, Boa Vista, Lago Azul e Lunabel. A rodovia se encontra esburacada, o que dificulta o trabalho dos motoristas que bela trafegam.
ANIVERSÁRIO DO LAGO AZUL – O bairro Lago Azul estará completando 29 anos no dia 22 de novembro, mas os festejos começam amanhã, quando o prefeito João Assis Pacífico (PSDB), o Doka, inaugurao Centro Recreativo do Lago Azul, na Quadra 17. A programação começará com vários jogos, no complexo esportivo, a partir das 16 às 18 horas, com a presença do prefeito e secretários municipais, e da deputada estadual Sônia Chaves (PSDB). Após a solenidade de inauguração, acontecerá um show de Léo Magalhães. A deputada Sônia Chaves (PSDB) estará presente, bem como toda a cúpula da Prefeitura Municipal de Novo Gama.
O complexo do Centro Recreativo Lago Azul conta com a Academia da Terceira Idade, quadra de futebol society de grama sintética, de 42 por 22 metros, e parque infantil. Construído no prazo de dois meses pela V. C. Construções e Reforças Ltda., o complexo, de 2.635,55 metros quadrados, custou ao cofre da prefeitura R$ 148.650,26. O local passará a ser ponto de encontro para práticas esportivas e sociais da região.
RECAPEAMENTO DE 60% DAS RUAS DE NOVO GAMA – O governador Marconi Perillo (PSDB) assinou, juntamente com o prefeito Doka, sexta-feira 11, no auditório Mauro Borges, do Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, ordem de serviço para a recuperação imediata de mais de 60% das ruas de Novo Gama.
“O Novo Gama foi contemplado com 370 mil metros quadrados de asfalto, o que significa mais de 60% das vias do municípios serão recuperados. Agradecemos, de coração, ao governador Marconi Perillo, que cumpre, hoje, compromisso de campanha; agradeço também ao empenho da nossa deputada Sônia Chaves (PSDB) para que esse projeto fosse para os municípios, incluindo o Novo Gama, aprovando-o na Assembleia Legislativa do Estado; agradecemos ainda ao secretário Sérgio Cardoso (secretário Extraordinário de Articulação Política)” – disse Doka, por ocasião da assinatura da ordem de serviço.
HOSPITAL DA CRUZ VERMELHA – O governador Marconi Perillo assinou, no dia 2 de setembro, um protocolo de intenções com a Cruz Vermelha Brasileira para a construção, a partir de 2012, de um hospital de nível internacional, numa área de 40 mil metros quadrados, em Novo Gama. O valor da obra é de R$ 220 milhões.
Marconi Perillo garantiu a Doka que o hospital é do Novo Gama. Dia 10, o secretário municipal de Infraestrutura, Marinaldo Almeida Nascimento, se encontrou com o assessor da presidência da Saneago, José Fernandes Peixoto Júnior, para tratar da desapropriação de área da empresa para a construção do hospital.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Núbia Santana realiza longa metragem com adolescentes e jovens de Águas Lindas de Goiás

A atriz e cineasta brasiliense Núbia Santana executa o Projeto
Nota 10 no Entorno do Distrito Federal (Foto: Hélio Monteiro)
Brasília, 15 de novembro de 2011 - A atriz e cineasta Núbia Santana deu início, dia 14, ao Projeto Nota 10, voltado para 200 adolescentes e jovens na faixa etária de 15 a 21 anos, em situação de vulnerabilidade social. O projeto é realizado no Décimo Sétimo Batalhão da Polícia Militar, em Águas Lindas de Goiás, Entorno do Distrito Federal, com duração de um ano, por meio de oficinas de teatro, percussão e audiovisual (roteiro, fotografia e edição de imagem). Núbia realizará um documentário a partir do projeto, em duas etapas: dois filmes de 35 minutos cada, que serão transformados em um longa metragem.
O projeto é de responsabilidade da Codealgo, entidade local sem fins lucrativos, e conta com patrocínio da Petrobras e do Sesi.
Os participantes do projeto são adolescentes e jovens com cometimento de delitos graves, envolvidos em guerras entre eles, jovens em situação de vulnerabilidade social e em situação de risco, estes, oriundos dos bairros mais carentes e com histórico de violência elevado, a saber: Barragem I, II, III, IV, V, VI; Jardim Brasília; Santa Lúcia; e Cidade do Entorno. Serão atendidos, ainda, jovens do colégio Olavo Bilac, vulgarmente conhecido como Carandiru.
“Não faça os meninos aprenderem pela força e pela severidade; ao contrário, conduza-os por aquilo que os diverte, para que possam descobrir melhor a inclinação de suas mentes” - Platão, República, livro VII. É sob esse bordão que o Projeto Nota 10 é realizado, objetivando a capacitação profissional pela arte-educação, com oficinas profissionalizantes e artísticas, possibilitando oportunidade, prevenção e ressocialização de jovens com histórico pessoal de dificuldades relacionais no meio familiar e comunitário, jovens que cometeram atos infracionais e jovens egressos de medidas sócio-educativas.
“A realidade em que o projeto vai intervir revela um retrato claro e intenso da desigualdade social de nosso país e da falta de oportunidades para nossos jovens. O município escolhido pelo Projeto Nota 10 tem uma trajetória marcada por uma crescente banalização da violência. Para piorar a situação, a aplicação de políticas públicas para o jovem egresso no Distrito Federal e Entorno ainda é deficiente. Não se tem conhecimento de nenhuma ação contínua de erradicação desse problema. O fato é que no final do cumprimento da sentença o jovem se depara com uma difícil realidade: desestrutura familiar, inaptidão profissional, o estigma de jovem infrator, atitudes discriminatórias, conflitos entre grupos (gangues) e, de maneira geral, falta de oportunidade. Resta-lhe a reincidência criminal como alternativa mais evidente e sedutora” – observa Núbia Santana.
O Projeto Nota 10 garantirá a qualidade no atendimento tanto no que se refere à instrução para capacitação profissional, como no que se refere à supervisão e acompanhamento psicológico e de assistência social. “Não devemos esquecer que trata-se de grupo com histórico de enfrentamento de dificuldades dramáticas, que resultam em resistências a serem contornadas com atenção e acolhimento” – comenta a cineasta.
A partir desse contexto, programou-se no projeto uma bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 200 para 20 dos 200 adolescentes e jovens do projeto. Ressalta-se que os 20 contemplados são egressos de medida sócio-educativa. A bolsa é um subsídio para suprir necessidades pessoais mais prementes dos jovens e serve também como estímulo para sua permanência no projeto, bem como prevenir a reincidência.
“O principal aliado do projeto é a oferta de oportunidade aliada à arte. A oficina profissionalizante de audiovisual, complementada pelas oficinas lúdicas de teatro e de percussão, foi escolhida de acordo com as manifestações de interesse dos próprios adolescentes e jovens e pelo fato de integrarem em última instância a mesma cadeia de produção audiovisual, afinal a produção de conteúdo se vale de atores em sua modalidade ficcional, atores que, em algum momento, precisam iniciar sua formação. Vale lembrar também que a oficina profissionalizante é oportuna para suprir a carência de mão-de-obra qualificada no segmento audiovisual do mercado de trabalho do Distrito Federal e de Goiás” – explica Núbia Santana.
“Cremos que essa iniciativa tem grande potencial de replicabilidade na busca por inclusão social e cultural, formação cidadã e preparação para o trabalho para aqueles que são vítimas da desestrutura familiar e social, do abandono e da exclusão social” – acredita a cineasta brasiliense.

sábado, 12 de novembro de 2011

Marconi Perillo assina ordens de serviço para asfaltar 133 cidades. Cruz Vermelha construirá hospital internacional em Novo Gama em 2012


Marconi Perillo entrega caneta a Doka para assinar...

...ordem de serviço para pavimentação de 60% do Novo Gama

RAY CUNHA

Brasília, 12 de novembro de 2011 – Magro e concentrado como um jóquei, o governador Marconi Perillo (PSDB) conseguiu reunir pelo menos um terço dos prefeitos goianos, sexta-feira 11, no auditório Mauro Borges, do Palácio das Esmeraldas, em Goiânia, para assinar as primeiras ordens de serviço para a recuperação imediata de ruas e avenidas de 133 cidades. Marconi é, provavelmente, o goiano que melhor conhece o estado, pois é capaz de se orientar em qualquer um dos 264 municípios goianos e sabe, de cabeça, quais são os problemas de todos eles.
O Programa Rodovida Urbano (2011/2012) beneficiará as 133 cidades divididas em 26 lotes, localizadas nas mais diversas regiões do estado. Essas cidades receberão asfalto já a partir deste mês, com suporte da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop). No total, serão asfaltados 13,8 milhões de metros quadrados de ruas e avenidas, no prazo de até seis meses, no valor de R$ 123 milhões. Esses primeiros municípios foram escolhidos pela demanda e pela procura dos prefeitos.
NOVO GAMA GANHA HOSPITAL INTERNACIONAL - “Estamos aqui para uma grande conquista. O governador Marconi Perillo assinará, daqui a pouco, a ordem de serviço para recapeamento de vias nos municípios. O Novo Gama foi contemplado com 370 mil metros quadrados de asfalto, o que significa mais de 60% das vias do municípios serão recuperados. Agradecemos, de coração, ao governador Marconi Perillo, que cumpre, hoje, compromisso de campanha; agradeço também ao empenho da nossa deputada Sônia Chaves (PSDB) para que esse projeto fosse para os municípios, aprovando-o na Assembleia Legislativa do Estado; agradecemos ainda ao secretário Sérgio Cardoso (secretário Extraordinário de Articulação Política). Estamos aqui, hoje, todos nós, prefeitos, muito felizes com o governador Marconi Perillo” – disse João Assis Pacífico, o Doka (PSDB), por ocasião da solenidade de assinatura das ordens de serviço.
Entre os 81 prefeitos presentes, Doka estava rindo para as paredes. Além de 370 mil metros quadrados de asfalto para a cidade, o equivalente a 60% da zona urbana, sexta-feira 17, Marconi Perillo e Doka assinarão a ordem de serviço para a duplicação e pavimentação da GO-520, a principal artéria que corta o Novo Gama. Mas uma notícia, em particular, deixou Doka eufórico: Marconi Perillo assinou, dia 2 de setembro, um protocolo de intenções com a Cruz Vermelha Brasileira para a construção, a partir de 2012, de um hospital de nível internacional, numa área de 40 mil metros quadrados, em Novo Gama. O valor da obra é de R$ 220 milhões.
Marconi Perillo garantiu a Doka que o hospital é do Novo Gama. Dia 10, o secretário municipal de Infraestrutura, Marinaldo Almeida Nascimento, se encontrou com o assessor da presidência da Saneago, José Fernandes Peixoto Júnior, para tratar da desapropriação de área da empresa para a construção do hospital. “A construção começará no próximo ano” – comemorou um entusiasmadíssimo Doka.
O protocolo também transfere a gerência administrativa da Indústria Química de Goiás (Iquego) para a Cruz Vermelha Brasileira, com investimentos iniciais de R$ 22 milhões e outros R$ 50 milhões em médio prazo; e a criação de um centro internacional de logística da Cruz Vermelha em Anápolis, com investimento de R$ 12 milhões.
Faz parte ainda do protocolo a criação de um programa domiciliar de entrega de medicamentos, com investimento de R$ 1,5 milhão; a criação de um programa de atendimento domiciliar com recursos da Cruz Vermelha Internacional; e a construção do centro nacional de treinamento da Cruz Vermelha em Goiânia, além da gestão de unidades hospitalares já em funcionamento no estado e o apoio às santas casas do estado de Goiás.
“Hoje estamos assinando um protocolo de intenções com o Governo Estadual porque vimos no governador Marconi Perillo a ousadia, a determinação e o visionário, um homem que sonha, trabalha e busca parceiros para concretizar o mais elementar direito do cidadão de ter, entre outras coisas, atenção do estado. É com este homem que assumimos o compromisso de fincar a bandeira da Cruz Vermelha em solo goiano. Nós vamos, paulatinamente, assumindo as obrigações que o governo do estado nos passar. Fomos convocados para uma atuação humanitária com o propósito específico de colaborar na área de saúde e a assistência social” – afirmou o presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Walmir Moreira Serra Júnior, enfatizando que a Cruz Vermelha está a serviço do governo de Goiás e sob o comando de Marconi Perillo, que passa a ser presidente de honra da Cruz Vermelha em Goiás.
Walmir Serra garantiu que será instalada uma filial de Cruz Vermelha Brasileira em Goiás. A organização está presente em 184 países e tem mais de 200 milhões de voluntários, sendo 2 milhões no Brasil.
A Cruz Vermelha Brasileira assume a gerência da Iquego com o compromisso de desembolsar inicialmente R$ 20 milhões, que serão destinados ao pagamento de dívidas em curto prazo, e outros R$ 50 milhões em médio prazo. As dívidas de médio e longo prazo, de acordo com Marconi Perillo, já têm seus escalonamentos. Com a produção de medicamentos, a nova gestão da Iquego vai pagar as parcelas.
“Herdamos a Iquego em séria crise financeira, agonizando à beira da morte. E, agora, finalmente estamos dando solução que vai tirar a indústria do colapso. E uma solução boa, porque a Cruz Vermelha vai usar a operação da Iquego como plataforma para produção de medicamentos a serem enviados aos países mais pobres do mundo, além do que ela pretende priorizar Goiás na viabilização de outros empreendimentos de natureza humanitária” – disse Marconi Perillo. Com relação aos servidores da Iquego, Marconi afirmou que continuam em seus cargos, mas terão que se adequar às novas regras de gestão.
O governador não descartou a possibilidade de, além da Iquego, a Cruz Vermelha assumir a gestão de outras unidades de saúde do Estado. “A Cruz Vermelha está convidada para entrar nos processos de chamamento para a gerência de nossas unidades hospitalares.”
A Cruz Vermelha é reconhecida pelo governo brasileiro como sociedade de socorro voluntário, autônoma, auxiliar dos poderes públicos e, em particular, dos serviços militares de saúde, bem como única sociedade nacional da Cruz Vermelha autorizada a exercer suas atividades em todo o território brasileiro.
AINDA NOVO GAMA: GO-520 – Quinta-feira 17, às 18h30, durante a inauguração do Centro Recreativo Lago Azul, na Quadra 17 do bairro, Marconi Perillo e Doka lançarão o início da duplicação e pavimentação asfáltica da GO-520. A rodovia, que liga o Novo Gama ao município de Luziânia, é a única via utilizada no transporte coletivo de moradores de 5 bairros com destino ao centro da cidade, à Brasília e às cidades da região. Os bairros são: Alvorada, América do Sul, Boa Vista, Lago Azul e Lunabel. A GO-520 se encontra esburacada há anos, dificultando o trabalho dos motoristas que precisam trafegar na rodovia.
O complexo do Centro Recreativo Lago Azul, que será inaugurado com show de Léo Magalhães, conta com a Academia da Terceira Idade, quadra de futebol society de grama sintética, de 42 por 22 metros, e parque infantil. Construído no prazo de dois meses pela V. C. Construções e Reforças Ltda., o complexo, de 2.635,55 metros quadrados, custou ao cofre da prefeitura R$ 148.650,26. O local passará a ser ponto de encontro para práticas esportivas e sociais do Lago Azul, bairro que, dia 22, estará completando 29 anos.
MARCONI FAZ BALANÇO - Marcone Perillo comunicou aos prefeitos que ao assumir havia 5 mil quilômetros de estradas deterioradas e que estão sendo recuperados 2.081 quilômetros até dezembro e mais 2 mil quilômetros serão recuperados até dezembro de 2012. “Obras com qualidade, com durabilidade estimada em 15 anos” – ressaltou. De modo que até dezembro de 2012, Goiás contará com 4.081 quilômetros de estradas de primeira linha. Ainda: Marconi garantiu o equilíbrio completo das contas do Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) até julho de 2012.
O caso Celg é o mais emblemático de como Marconi Perillo encontrou as contas do estado: a Companhia Celg de Participações (Celgpar) estava praticamente federalizada, atolada em dívidas para com a União. Sociedade de economia mista (Goiás detém 99,68% do capital), atende aproximadamente 98,7% da distribuição de energia elétrica. O vice-governador e presidente da Celg, José Eliton Júnior, vem trabalhando a reestruturação e recuperação financeira da companhia, em parceria com a Eletrobrás, envolvendo R$ 2,700 bilhões. Essas negociações são lideradas pelo Banco Credit Suisse.
Ao assumir, Marconi Perillo afirmou que o governo anterior, de Alcides Rodrigues (PP), deixou um rombo de mais de R$ 1 bilhão apenas na conta centralizadora da administração direta. “Neste governo não se admitirá a propina, o pedágio, o suborno, o por fora, a comissão, os valores não contabilizados ou coisa que o valha" – afirmou, na ocasião.
Creio que se Marconi Perillo tivesse projeção nacional seria provavelmente o pré-candidato dos tucanos à presidência da República, em 2014, pela sua competência técnica e política. Antes dos dois primeiros governos de Marconi (1999-2002; 2003-2006), o estado de Goiás dormitava na Idade Média. No Entorno do Distrito Federal, por exemplo, havia uma aristocracia feudal de um lado e vassalos do outro. Marconi modernizou o estado. Agora, trabalha para colocá-lo como um dos maiores exportadores do país, para o que está recuperando 2.081 quilômetros de rodovias estaduais e participando ativamente de rodadas comerciais internacionais.
Marconi Ferreira Perillo Júnior nasceu em Goiânia, em 7 de março de 1963, mas passou toda sua infância em Palmeiras de Goiás, que considera sua cidade natal. Começou sua carreira política no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), presidindo, duas vezes, o PMDB Jovem (1985-1987 e 1987-1989), quando atuou também como membro do diretório estadual. Foi assessor pessoal do governador Henrique Santillo, entre 1987 e 1991 e deputado estadual entre 1991 e 1995.
Em 1992, Marconi se filia ao Partido Social Trabalhista (PST), permanecendo na legenda até 1993, quando a direção nacional do PST, juntamente com a direção nacional do Partido Trabalhista Renovador (PTR), formalizam a fusão das legendas, criando o Partido Progressista (PP). Em 1994, Marconi é eleito deputado federal pelo PP.
Em 1998, é eleito governador de Goiás pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), com apenas 35 anos de idade, então o mais jovem governador do Brasil, reelegendo-se em 2002. Em 2006, não conclui seu mandato, desincompatibilizando-se em 31 de março para concorrer ao Senado Federal. Em 3 de outubro de 2010, Marconi se elegeu governador pela terceira vez, com 1.400.227 (46,33% dos votos válidos). No segundo turno, contra Iris Rezende, do PTMDB, foi eleito com 1.551.132 votos (52,99% dos votos válidos).
O então presidente Lula (PTMDB) se empenhou pessoalmente para ver Marconi Perillo derrotado. Marconi o advertira do Mensalão e isso se tornou público, daí o ódio que Lula sente por Marconi. O Mensalão, que Lula afirma que não existiu, está em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Trata-se de um dos maiores escândalos de corrupção da história do Brasil: a acusação é de que o Executivo usava dinheiro público para corromper parlamentares do Congresso Nacional em aprovação de matérias. Falar em Congresso Nacional, o Mensalão é tão grave quanto os atos secretos do senador maranhense Zé Sarney - eleito pelo PTMDB do estado do Amapá -, que atolaram o Senado na lama. Na época em que o escândalo veio a público, Lula afirmou que seu padrinho era especial, podia tudo.
Além de enfrentar a ira de Lula, ou seja, a máquina federal, Marconi também enfrentou a máquina estadual e das prefeituras de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis, as três de bandeira peteemedebista.

Com informações da Agência Goiana de Comunicação e da Wikipédia

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Empresa de Brasília patrocina reflorestamento do Cerrado

Viveiro tem capacidade de produzir mais de 5 mil mudas para reflorestamento

Comunidade rural de Silvânia participa de construção de viveiro e produção de mudas

ANA GUARANYS
Assessora de Imprensa da CCSA

Brasília, 8 de novembro de 2011 - A construção de um viveiro com capacidade para produção de mais de 5 mil mudas de plantas nativas do Cerrado tornou-se um estímulo a mais para as comunidades rurais de Silvânia (GO) começarem a planejar atividades de geração de renda. Com a participação de 35 pessoas, entre jovens e adultos, o viveiro foi construído durante oficina realizada pela Corumbá Concessões SA (CCSA) no barracão da Igreja Nossa Senhora das Graças, nos dias 3 e 4 de novembro. A oficina está entre as atividades do Programa de Educação Ambiental implementado em sete municípios do entorno do reservatório da UHE Corumbá IV.
Além da construção do viveiro, os participantes aprenderam a fazer a quebra de dormência de sementes (técnica usada para acelerar a germinação de sementes) e produziram cerca de mil mudas, que serão comercializadas e utilizadas para revegetar nascentes e outras áreas degradadas. A oficina foi ministrada pelo gestor ambiental de Pirenópolis (GO), George Alex Jaime de Melo, com mais de 18 anos de experiência em produção de mudas e viveiros.
Dener Carvalho participou ativamente dos dois dias de trabalho. Aos 14 anos, ele já se preocupa com a preservação ambiental, já sabe localizar locais degradados e se dispõe a ajudar a mudar muita coisa em sua comunidade. “Esse viveiro vai ser muito importante para nós, principalmente para fazer a revegetação da APP do reservatório. E quando as mudas estiverem grandes, poderemos vendê-las e conseguir um troco para a comunidade” - disse.
Dener contou que aprendeu “muito” na oficina, e exemplificou: “Já sei colocar tela no viveiro, construir canteiros, produzir substratos e fazer a quebra de dormência de sementes. Muitos pensam que é preciso colocar esterco nas plantas do Cerrado, mas elas são totalmente diferentes, gostam de solo pobre. E este conhecimento vai ser passado de geração em geração e dentro de dez anos nós teremos isso tudo coberto de mata de novo” – disse, com entusiasmo.
 Maria Ilma Rodrigues, diretora da Escola Crispim Marques Moreira, da comunidade de Água Branca, a 14 quilômetros do local da oficina, também vê no viveiro uma oportunidade para as famílias locais terem uma renda a mais. “Nós já desenvolvemos vários projetos socioambientais aqui, realizados pela Corumbá Concessões, como o Jardim do Aprender, na nossa escola, que foi tudo de bom, pois propiciou às famílias cultivarem horta orgânica para se alimentarem melhor, e o projeto Balde Cheio, que deu certo. Agora, temos esse projeto do viveiro, que vai ser muito bom para a região, pois, além das pessoas preservarem o meio ambiente com o cultivo de árvores nativas, elas poderão vender mudas e melhorar o orçamento doméstico.” O viveiro, segundo ela, ficou muito bem localizado, próximo ao reservatório da UHE Corumbá IV, o que será um facilitador para o reflorestamento da APP.
“A participação da comunidade de São Roque me impressionou. Todos aqui são muito empenhados, tanto as crianças como os adultos, que trabalham gostando do que fazem” - comentou George Jaime. Para dar uma ideia, ele disse que quando chegou ali, antes de começar a instruir sobre o que deveria ser feito, os alunos, por conta própria, começaram a capinar e a rastelar o local. “A gente está no segundo dia da oficina e eles não perderam o entusiasmo. Enquanto nas oficinas anteriores encerramos com cerca de 200 saquinhos de sementes, aqui deveremos chegar a quase mil saquinhos. E como eles participaram desde o começo com todo o entusiasmo, este foi o viveiro mais bonito de todos” - comparou.
Na avaliação da analista ambiental responsável pelo Programa de Educação Ambiental, Ana Carolina Nunes, “a Corumbá Concessões se sente satisfeita em disponibilizar mais uma oficina às comunidades de Silvânia, onde as pessoas são muito proativas; com certeza elas aproveitarão muito o conhecimento adquirido para reflorestar áreas degradadas e ainda gerar renda para a comunidade”.
Campo Saúde atende a área rural de Santo Antônio do Descoberto
Famílias rurais da comunidade Santa Rosa, no município de Santo Antônio do Descoberto (GO), no Entorno do Distrito Federal, foram beneficiadas com um dia voltado à saúde e à cidadania, dia 29 de outubro. Isso foi possível graças ao Programa Campo Saúde desenvolvido pelo Sistema Faeg/Senar, em parceria com a Corumbá Concessões, sindicato rural e prefeitura municipal. A ação levou gratuitamente atendimento médico em várias especialidades - oftalmologia, odontologia, pediatria, dermatologia e ginecologia. Além disso, foram disponibilizados espaços para recreação infantil e cuidados com o visual, como corte de cabelo e manicure.
De acordo com os organizadores do evento, cerca de 2 mil atendimentos foram realizados, com maior procura por oftalmologia. Além dos exames, as pessoas que receberam receita médica para correção visual foram beneficiadas com armações de óculos, disponibilizadas pela CCSA, que doou um total de 150 pares. Uma das beneficiadas foi a trabalhadora rural Otavina Rodrigues de Sousa Braga, 49 anos, que sentia dificuldade para enxergar há algum tempo, mas não tinha condições de fazer o exame. “Eu agradeço muito por isso. Agora vou ver o mundo com olhar diferente e mais bonito. Tudo vai ficar mais lindo” - comemorou.
Segundo a aposentada Iris Pereira de Sousa, 66 anos, a falta de atendimento médico no meio rural faz com que muitos tenham que se deslocar até a cidade. “Aqui não vem nenhum médico para fazer exames e quando a gente precisa tem de ir, com muita dificuldade, para a cidade” - comentou. De acordo com a analista ambiental da CCSA, Marinez Caetano de Castro, “o objetivo da ação é justamente contribuir para amenizar essas dificuldades dentro de uma proposta de responsabilidade social”.
De acordo com o superintendente do Senar, Marcelo Costa Martins, a cada edição do Campo Saúde são feitos mais de 2 mil atendimentos em serviços considerados necessários e essenciais ao homem do campo. “A ideia é que nesse dia de saúde possamos nos confraternizar com a família rural, ter a possibilidade de prestar atendimentos que melhoram a qualidade de vida dessas pessoas” - enfatizou.
O prefeito de Santo Antônio do Descoberto, David Leite, lembra que todo um esforço foi feito pela gestão municipal no sentido de disponibilizar ônibus para que as famílias rurais pudessem receber os atendimentos. “Eventos sociais como este trazem um conforto maior para a nossa comunidade. Ficamos muito agradecidos por esta realização, que foi um sucesso” - ressaltou.
O evento foi realizado na Escola Municipal de Ensino Fundamental Santa Rosa, construída pelo projeto social da Corumbá Concessões, e também contou com presença do presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Santo Antônio do Descoberto, João Batista; do presidente da Cooperativa Capril, Jorge Meireles; e das analistas ambientais da CCSA, Marinez Caetano de Castro e Ana Carolina Nunes. Além dos atendimentos, houve o sorteio de vários prêmios. Para registrar o evento, a escola recebeu uma placa comemorativa e uma muda de Ipê Amarelo, símbolo do programa.
No primeiro semestre de 2011, o programa Campo Saúde beneficiou outros municípios do entorno do reservatório da UHE Corumbá IV - Abadiânia, Alexânia, Silvânia e Luziânia. Nessas localidades foram prestados mais de 7 mil atendimentos na área médica.