domingo, 30 de outubro de 2011

Lula estaria com a maldição do cocar?


LUIZ SOLANO/O Repórter do Planalto


Este é o tipo de artigo que eu não gosto de escrever, porém, como jornalista, tenho que levar aos meus leitores toda e qualquer notícia que possa interessar à comunidade. Pois bem, menos de uma semana depois de colocar um cocar na cabeça, quando participava da inauguração, ao lado da presidente Dilma Rousseff (PT), de uma ponte sobre o rio Negro, em Manaus, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apareceu com câncer.
Talvez tenha esquecido que colocar cocar de chefe indígena poderia lhe trazer problemas no futuro, a exemplo do que aconteceu com o presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, que teve morte trágica, ao lado de sua esposa, dona Mora, e do ex-ministro Severo Gomes.
Quando esteve no Alto Xingu, participando da festa conhecida como Quarup, o ex-ministro do Interior, Mário David Andreazza, teve um cocar de índio colocado em sua cabeça por um membro da comitiva. Dias depois, morria em Brasília.
Ou é coincidência ou a lenda se confirma com a notícia de que Lula está com câncer na laringe, o que nos deixa muito triste, pois todos nós sabemos do carisma que do ex-presidente, que passou 8 anos à frente do governo brasileiro, além da liderança que tem entre os seus partidários.
Nunca foi desconhecido o fato, para as pessoas que sabem, que colocar um cocar na cabeça sem ser cacique é perigoso, pois não se deve brincar com as lendas dos índios que habitam o Brasil. A presidente Dilma também colocou o cocar na cabeça na mesma ocasião em que Lula fez o uso desse adorno indígena, e deve ter ficado preocupada, apesar de ser ateia e não acreditar nas coisas de Deus, nas coisas espirituais.
Quero lembrar de uma moça no Rio de Janeiro, que ia à uma festa e ao se despedir da mãe ouviu o seguinte conselho: “Vai com Deus, minha filha!” Ao que ela respondeu: “Só se for no porta-malas”. Horas depois estava morta em consequência da batida do carro que dirigia. O porta-malas do carro estava intacto.
Quem duvidar da lenda de que colocar cocar indígena na cabeça poderá sofrer uma desgraça na vida é tentar a sorte e ver o que vai acontecer. Ao concluir, quero dizer que Lula é um homem forte e certamente sairá de mais uma enrascada em sua vida, que é o câncer em sua garganta. Todos nós, que fazemos este espaço, estamos torcendo pelo Lula, que é alegria de milhões de brasileiros.
BOA SORTE, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA!

sábado, 29 de outubro de 2011

A orgia da Fifa na Copa de 2014

HEITOR ANDRADE

O governo do Distrito Federal implodiu o estádio Mané Garrincha com grande dificuldade em virtude da sólida estrutura construída, para implantar outro com o objetivo de abrir a Copa de 2014. Com isso não só “deletou” um nome emblemático da história do futebol mundial mudando o nome para Estádio Nacional, pois a maioria dos hotéis de Brasília está na mira da implosão para atender os abutres da construção civil, sem contar com o projeto patrocinado pelo próprio GDF que prevê a liberação do  gabarito e o espaço do Setor Hoteleiro para construção de mais hotéis para o evento.
Brasília é Patrimônio Cultural da Humanidade outorgado pela Unesco, mesmo assim está sendo minada pelas consciências corruptas que dominam a área política e econômica. O projeto do genial urbanista Lúcio Costa que vá à merda, com seu conceito das quatro escalas: monumental, bucólica, gregária e residencial, que empolgou o mundo pela sua originalidade, o que poderia fazer da capital um dos maiores centros turísticos para a população culta do planeta.
O mundo se debate numa crise que está levando a Grécia, Portugal, Espanha, Irlanda, entre outros países europeus, à falência total, e o Brasil, Brasília principalmente, quer resolver a dramática miséria do país com a Copa de 2014. Enquanto isso, o transporte público do DF está totalmente sucateado, a rodoviária do Plano Piloto se encontra em péssimo estado, o trânsito é caótico, o aeroporto está defasado e a insegurança pública é total.
Não sabemos até onde vai a sandice de tapar o sol com peneira na panaceia de pão e circo nos estádios da embriaguez da população manipulada, inculta e desvariada, bebendo toneladas de cerveja, bebida que patrocina a Copa.

Heitor Andrade é poeta e jornalista

Caras, demoradas e malfeitas, assim são as obras públicas brasileiras

PETRÚCIO GLÁBRIO

Brasília - É evidente que há exceções, mas, regra geral, nossas obras se enquadram no triste título acima. Os pavimentos asfálticos, por exemplo, há quem os nomeiam de “pavimentos Sonrisal (efervescentes)”, porque, ao menor contato com as águas das chuvas, começam a se desintegrar. Passeiem atentamente por nossa cidade e vejam quantos estão corrugados, esburacados ou desnivelados e, em sua maioria, deformados e remendados. Muitos causando prejuízos e/ou acidentes.
É comum verificar que obras que ainda nem entraram em operação já necessitam de reformas. Outras, antes de seu término, admitem reformulações, pois já não atendem às necessidades “atuais”, em que pese ainda estarem em construção.
Isto acontece em outros países? Nos mais sérios, não. Então, por que essa praga é tão comum entre nós?
Por outro lado, restos de construção estão por toda parte. Urbanismo incompleto é o que mais se vê.  A falta de cuidado com o término dos serviços parece uma coisa normal.  Entulho (que nem sempre é lixo, mas sobras de obras) constitui paisagem corriqueira.
Analogias e metáforas são elementos valiosos para que os brasileiros aceitem essas ocorrências sem se escandalizarem. Acostumamo-nos a tal ponto que, a mais das vezes, achamos comuns esses fatos a ponto deles não nos incomodarem.
Mas por que é assim? De onde vem esse comodismo? De planejamentos apressados e projetos inadequados!
Contam que, tempos atrás, dois trechos de rodovias foram licitados no Iraque. Sagraram-se vencedoras uma empresa brasileira e outra japonesa. Os brasileiros começaram o serviço imediatamente, ao passo que os japoneses, vez por outra, apareciam no seu trecho para efetuar medições e levantar dados para um planejamento cuidadoso da obra. A obra brasileira estava chegando à metade quando os japoneses iniciaram a sua construção. Qual não foi a surpresa ao se verificar que, fruto do bom planejamento, os japoneses concluíram a obra antes que a nossa chegasse aos três quartos de sua extensão. Essa história, na verdade, parece uma paródia sarcástica, mas serve para revelar o “modus faciendi e o modus operandi” que não justifica, mas explica as nossas obras.
Por não serem bem planejadas, demoram muito, e se demoram muito saem mais caras e, finalmente, como precisam de correções e reformulações demasiadas, resultam malfeitas.
São hospitais que são concluídos, mas não podem operar, pois faltam equipamentos e muitas vezes equipes, ou equipamentos que são importados e ficam armazenados, sofrendo obsolescência e outros danos, pois as obras não foram concluídas a tempo para a devida instalação. 
Recentemente, para mostrar o quanto nós somos cuidadosos e operacionais nos nossos projetos, para não dizer o contrário, obras são iniciadas e logo a seguir paralisadas, dizem que é por causa de problemas ambientais (vide VLT em Brasília). Muitas vezes, quando as questões ambientais são superadas, as obras são paralisadas por corrupção.
E, por falar em corrupção, pergunta-se: há empresas corruptas devido ao mau planejamento das obras ou o mau planejamento resulta de um processo que admite corrupção? Isso lembra o caso dos biscoitos que vendem mais porque são fresquinhos ou... A corrupção é origem ou consequência do processo de mau planejamento e consequentemente de projetos que só servem para licitar?
Os exemplos que citamos são poucos entre os conjuntos de obras lentas, caras e malfeitas por este Brasil afora. Tanto assim que concitamos nossos leitores, principalmente os de verve literária, a compor verdadeiros romances tragicômicos tendo por cenários as nossas obras públicas.
Dizem que o mal está no procedimento ocidental que privilegia o ter antes do ser, o que nos conduz sempre a querer diretamente as obras e a não pensar antes na sua concepção detalhada (projeto eficiente), independentemente de sua realização imediata. O que leva a feituras precipitadas desse último, produzindo, por essa razão, projetos inadequados, os quais só servem para licitar, como acima afirmamos. Disso resultam obras com muitas modificações e consequentemente caras, demoradas e malfeitas.
Há muito tempo se sabe que o Brasil sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, mas já se perdeu muito tempo, e a feitura da maioria dos projetos ainda nem começou, o que provavelmente influirá negativamente no desenvolvimento das obras, que deverão ficar mais caras e, se não demorarem muito a serem realizadas, com certeza ficarão ainda mais mal feitas.
No entanto, os projetos ainda não foram realizados. É mais uma mazela da nossa cultura. Não há como recuperar o tempo perdido e aí - nisso nós somos bons! - inventou-se o RDC (Regime Diferenciado de Contratações Públicas), que realmente salva a nossa situação perante o mundo, uma vez que não podemos passar a vergonha de não termos as obras prontas antes do início dos citados eventos e para fazer tudo direitinho não temos mais tempo.
Essa solução que salva nosso pescoço, como efeito colateral, nos vende a nossa alma, pois as licitações não mais se darão com projetos básicos, e sim com anteprojetos ou, talvez, simplesmente ideias. Nesse Regime não houve a preocupação em definir como seriam realizados os projetos. Mais uma vez só se pensou nas obras, que continuarão a pressionar pela rapidez nos términos de projetos. Não lhes darão existência própria, não serão projetos amadurecidos.
Por esse processo, empresas executoras das obras, que serão as vencedoras das licitações, poderão facilmente improvisar equipes técnicas para realizar seus projetos concomitantemente a realização das obras. Isto se chama executar os projetos na escala 1:1 (um para um) – assim procedendo, encontrarão muitos problemas que só serão resolvidos na própria obra, tornando-as mais caras e, outra vez, malfeitas.
Processo esse que agrava o enfraquecimento das empresas de projeto frente às construtoras. Por isso, teme-se que muitas empresas projetistas, que já não dispunham do tempo necessário para a realização de seus projetos – uma vez que esses não são realizados para constituir estoque de projetos e planejamentos eficientes, e sim, para uso imediato – ficarão ociosas.

Petrúcio Glábrio é engenheiro consultor, auditor de controle externo aposentado, do Tribunal de Contras da União (TCU)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Doka investe na área social do Novo Gama, cidade do Entorno Sul do Distrito Federal

Novo Gama, 25 de outubro de 2011 – Quarta-feira 26, das 13h30 às 18 horas, no Ginásio de Esportes Marcelo Viana, localizado próximo à Avenida Central, o Núcleo de Atendimento Psicopedagógico da Secretaria Municipal de Educação do Novo Gama realizará a Primeira Superação Respeitando e Valorizando a Diversidade, com apresentação musical de alunos da Escola Machado de Assis; de teatro, por alunos da Escola CMEI Vovó Nica; dança, pela aluna Ruth Carvalho e professora Ângela, e por alunos da professora Mariete; música em libras, com alunos da Escola Dom Bosco; e desfile de alunos especiais do município.
ETERNAMENTE JOVENS - Quinta-feira 27, às 9h30, será servido café da manhã com o grupo de idosos Eternamente Jovens, a quem serão entregues 30 cobertores. O evento ocorrerá no Ginásio do Lunabel.
DIA DO SERVIDOR PÚBLICO - Sexta-feira 28, às 8 horas, será oficiada missa em ação de graças ao Dia do Servidor Público, no auditório da Prefeitura Municipal do Novo Gama, na Avenida Central.
FEIRA DA LUA - Nos dias 28 e 29, sexta-feira e sábado, a partir das 17h30, acontecerá a Feira da Lua, no Ginásio de Esportes Novo Gama, mais conhecido como Ginásio da Bíblia, em frente à Rodoviária, no centro do Novo Gama.
INAUGURAÇÃO E OBRAS - Dia 4 de novembro, uma sexta-feira, às 18 horas, o prefeito Doka vai inaugurar mais um equipamento social no Novo Gama: o Centro Recreativo Lago Azul, uma quadra sintética, a Academia da Terceira Idade e um parque infantil, na Quadra 17 do Lago Azul. O local passará a ser ponto de encontro para práticas esportivas e sociais do bairro.
Outro ponto de prática de esportes, também no Lago Azul, está em obras: trata-se da Quadra Poliesportiva, na Quadra 194.
A cidade está com várias obras em andamento, como a instalação de galerias de águas pluviais e pavimentação parcial nos residenciais América do Sul, Montserrat, Alfavile e Jardim Tropical, bem como foi adquirido pela Prefeitura Municipal do Novo Gama um trator para ser utilizado em obras emergenciais.
MAIS OBRAS AINDA ESTE ANO – Será lançada a pedra fundamental, quinta-feira 27, da construção da Escola Municipal Valteídes Alves Ribeiro, na Quadra 8 do Residencial América do Sul, e será construída ainda este ano uma creche-escola no Vale do Pedregal.
Também está em licitação a iluminação dos becos do setor 12HC, da mesma forma que já foi feito no setor 11HC.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura do Novo Gama

domingo, 23 de outubro de 2011

Saneago investirá R$ 1,6 milhão em Novo Gama


DF-GOIÁS, 23 de outubro de 2011 – A partir de 1 de novembro, a Saneago investirá R$ 1,6 milhão em obras de abastecimento de água do Residencial Alvorada em Novo Gama (GO), no Entorno do Distrito Federal. O compromisso foi assumido dia 18, por meio de termo de ajuste de conduta, assinado pela Saneago e a Economisa, empresa que havia assumido, inicialmente, o fornecimento de água ao residencial. O evento ocorreu na sede do Tribunal do Júri do Fórum da comarca de Novo Gama. Com isso, a Saneago vai perfurar novos poços e substituir a bomba elétrica, intervenções que deverão demorar três meses, beneficiando cerca de 800 famílias que moram no residencial.
Participaram da assinatura do TAC o prefeito de Novo Gama, João de Assis Pacífico (Doka); o presidente da Saneago, Nilson Freire; os diretores de Engenharia, Olegário Martins, e de Produção, Eduardo Afiune; o assessor Jurídico, Waldir de Medeiros; o procurador-geral de Justiça, Benedito Torres Neto; o coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) do Consumidor, Érico de Pina Cabral; a coordenadora do Projeto do Entorno do Distrito Federal, Patrícia Teixeira Guimarães Gimenes; a promotora de Novo Gama, Cristiane Vieira de Araújo Mota; e o vice-presidente da Economisa, Hemar Villas-Boas.
Segundo informações do CAO Consumidor, as obras beneficiarão mais de 800 famílias que vivem no residencial, as quais aguardam melhorias no sistema de abastecimento de água da região há 12 anos. Atualmente, o fornecimento de água é feito de forma precária, por meio de caminhões-pipa.
Pelo acordo, será feita a transferência do acervo patrimonial do sistema de abastecimento de água do residencial à Saneago, por meio de escritura pública. A Economisa comprometeu-se ainda a levantar relatório de seu acervo patrimonial no prazo máximo de 30 dias. A empresa pagará à Saneago, a título de indenização, a importância de R$ 300 mil, parcelados em 30 vezes, com o primeiro pagamento a ser realizado no dia 1 de dezembro deste ano.
Já a Saneago deverá fazer investimentos necessários à adequação dos sistema existente, para tanto, a concessionária compromete-se a investir recursos próprios de R$ 1,6 milhão. (Fonte: Ministério Público de Goiás)

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Tribunal denuncia supostas irregularidades em Valparaíso de Goiás

Lêda Borges: enrolada no Tribunal de Contas
O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) denuncia que a construção de uma escola da cidade de Valparaíso, no Entorno do Distrito Federal, custou muito mais do que deveria. Para construir dois banheiros e uma cantina na Escola Municipal Avelino Jove de Abreu a prefeitura gastou R$ 139.186,26. Segundo o TCM, a obra foi superfaturada e deveria ter custado, no máximo, R$ 113.055,64. Teria havido então, uma majoração de R$ 26.130,62.
A prefeita do município, Lêda Borges de Moura, foi multada e vai ter de devolver aos cofres públicos R$ 18.373,65. Segundo o advogado da Prefeitura de Valparaíso, Geordano Pereira, não houve irregularidades na obra da escola. Ele disse que vai recorrer de decisão.
De acordo com o TCM, essa não é a primeira vez que a prefeita da cidade se envolve em denúncias desse tipo. Em outra denúncia, feita em 2009, a gestora teria contratado, sem licitação, um escritório de advocacia por R$ 120 mil. Conforme o Tribunal de Contas, os gastos da administradora com assessoria jurídica superaram a média dos três últimos prefeitos em 154,65%. Para o Tribunal, deveria ter sido feita uma licitação. Geordano Pereira afirma que, também nesse caso, não foram cometidas irregularidades pela prefeitura, e que vai recorrer da decisão.
A prefeita de Valparaíso vem sendo investigada pelo TCM há dois anos, quando assumiu o cargo. Desde então, ela responde por seis denúncias de irregularidades em contratos firmados pela prefeitura. No início da gestão, a gestora pública contratou uma empresa por R$ 280 mil para aumentar a arrecadação da prefeitura por meio de procedimentos administrativos, técnicos e jurídicos. A sede dessa empresa fica em Heitoraí, município com pouco mais de 3 mil habitantes, a 278 quilômetros de Valparaíso.
De acordo com documentos, obtidos com exclusividade pela reportagem da TV Anhanguera, a principal atividade dessa empresa seria limpeza urbana. Um ano antes, a mesma empresa prestou uma consultoria similar, com o objetivo de recuperar créditos da Previdência Social para a cidade de Nerópolis, na região metropolitana de Goiânia, mas o valor cobrado foi dez vezes menor: R$ 27 mil. O contrato de Valparaíso com a empresa foi considerado ilegal pelo Tribunal de Contas, que multou a prefeita mais uma vez.
Em relação ao contrato da empresa que prestou consultoria para melhorar a arrecadação do município, o problema já teria sido resolvido, segundo o advogado da Prefeitura de Valparaíso, Geordano Pereira. “O Tribunal é que hoje não aceita mais o chamado contrato de risco a ser realizado pelo poder público. Nesse caso, a prefeitura optou por notificar a empresa para devolução de todo o valor” - explica. (Fonte: G1, com informações da TV Anhanguera)

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Projeto Balde Cheio doa botijões de sêmen a produtores leiteiros

ANA GUARANYS
Da Assessoria de Comunicação da CCSA

Brasília, 18 outubro de 2011 - A Corumbá Concessões S.A (CCSA) e parceiros fazem a entrega de botijões de sêmen a produtores de Unidades Demonstrativas (UDs) do projeto Balde Cheio, nesta quarta-feira 19, às 10 horas, no sítio Arca de Noé, comunidade de Pirapitinga, em Luziânia. O evento vai reunir produtores e familiares daquele município e de Alexânia, Abadiânia, Corumbá de Goiás, Silvânia, Gameleira de Goiás e Santo Antônio do Descoberto, beneficiados pelo projeto.
A propriedade de Luziânia foi o local escolhido para a entrega dos botijões porque foi pioneira no Balde Cheio, em 2009, e em pouco tempo demonstrou a viabilidade e a eficácia do projeto. O evento vai contar com as presenças do presidente da CCSA, Marconi Melquíades de Araújo; representantes do Banco do Brasil e da Fundação Banco do Brasil, que são parceiros no projeto; e autoridades dos municípios ligadas às áreas de agricultura e de meio ambiente.
O projeto faz a doação do sêmen com o objetivo de melhorar geneticamente a qualidade do rebanho, por meio de inseminação artificial, das sete Unidades Demonstrativas (UDs) e das Unidades Assistidas (UAs) do projeto. Cada UD receberá um botijão com capacidade para duzentas doses de sêmen de alta qualidade. Este sêmen será administrado pelo proprietário da UD, que, por sua vez, irá distribuir o material aos produtores das Unidades Assistidas.
Segundo a analista ambiental da CCSA, Ana Carolina Nunes, responsável pelo projeto, os produtores beneficiados pelo Balde Cheio, que implantaram em suas propriedades, com sucesso, esta nova tecnologia social, a partir de agora irão contar com mais esta ferramenta, que irá possibilitar mais lucro e prosperidade para suas famílias. A inseminação artificial faz parte da segunda etapa do Balde Cheio, que começou este ano com a implantação de sistema de irrigação em três propriedades.
Já a primeira etapa do projeto teve como foco principal a alimentação do gado e consistiu na produção de cana de açúcar ou de milho para silagem e no plantio de capim de alta qualidade. Só este processo garantiu aos produtores um aumento significativo da produtividade do leite e muitos conseguiram mais do que dobrar a produção.
SERVIÇO
Evento: Entrega de botijões de sêmen a produtores rurais
Data: 19 de outubro de 2011
Local: Sítio Arca de Noé – comunidade Pirapitinga – Luziânia/GO
Hora: 10 horas
Contato para mais informações ou entrevistas: (61) 3462-5237 e (61) 9918-6160 (Ana Guaranys), ou 9311-9538
Produtores rurais de Luziânia aprendem a construir viveiro e a produzir mudas para recuperar áreas degradadas
A Corumbá Concessões realiza oficina de Viveiros Florestais e Produção de Mudas, nos dias 19 e 20 de outubro, na comunidade Pirapitinga, em Luziânia, dando continuidade ao Programa de Educação Ambiental nos municípios do entorno do reservatório da UHE Corumbá IV. O objetivo da atividade é proporcionar aos moradores locais capacitação para recuperação de áreas degradadas por meio de técnicas de produção de mudas nativas do Cerrado e construção e manutenção de viveiros florestais.
Durante a oficina, com aulas técnicas e práticas, serão abordados temas referentes à preservação ambiental do bioma Cerrado; recuperação de áreas degradadas; identificação, coleta e beneficiamento de sementes; e técnicas para produção de mudas e de viveiros florestais. A oficina será ministrada pelo engenheiro agrônomo Mário Bastos, agente ambiental da Ecodata, empresa contratada para executar o programa, e pelo gestor ambiental George Jaime de Melo, de Pirenópolis, com mais de 18 anos de experiência em produção de mudas e viveiros.
SERVIÇO
Evento: Oficina de Viveiros e Produção de Mudas
Local: Igreja Presbiteriana Independente, Comunidade Pirapitinga – Luziânia/GO
Dias: 19 e 20 de outubro
Horário: 8 às 18 horas
Mais informações ou entrevista: (61) 3462-5219 (Ana Guaranys), (61) 9636-8098/(61) 8449-2897 (agente ambiental Simone Santos) e pelo e-mail:

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

ARTIGO/Caras, demoradas e malfeitas, assim são as obras públicas brasileiras

PETRÚCIO GLÁBRIO

Brasília - É evidente que há exceções, mas, regra geral, nossas obras se enquadram no triste título acima. Os pavimentos asfálticos, por exemplo, há quem os nomeiam de “pavimentos Sonrisal (efervescentes)”, porque, ao menor contato com as águas das chuvas, começam a se desintegrar. Passeiem atentamente por nossa cidade e vejam quantos estão corrugados, esburacados ou desnivelados e, em sua maioria, deformados e remendados. Muitos causando prejuízos e/ou acidentes.
É comum verificar que obras que ainda nem entraram em operação já necessitam de reformas. Outras, antes de seu término, admitem reformulações, pois já não atendem às necessidades “atuais”, em que pese ainda estarem em construção.
Isto acontece em outros países? Nos mais sérios, não. Então, por que essa praga é tão comum entre nós?
Por outro lado, restos de construção estão por toda parte. Urbanismo incompleto é o que mais se vê.  A falta de cuidado com o término dos serviços parece uma coisa normal.  Entulho (que nem sempre é lixo, mas sobras de obras) constitui paisagem corriqueira.
Analogias e metáforas são elementos valiosos para que os brasileiros aceitem essas ocorrências sem se escandalizarem. Acostumamo-nos a tal ponto que, a mais das vezes, achamos comuns esses fatos a ponto deles não nos incomodarem.
Mas por que é assim? De onde vem esse comodismo? De planejamentos apressados e projetos inadequados!
Contam que, tempos atrás, dois trechos de rodovias foram licitados no Iraque. Sagraram-se vencedoras uma empresa brasileira e outra japonesa. Os brasileiros começaram o serviço imediatamente, ao passo que os japoneses, vez por outra, apareciam no seu trecho para efetuar medições e levantar dados para um planejamento cuidadoso da obra. A obra brasileira estava chegando à metade quando os japoneses iniciaram a sua construção. Qual não foi a surpresa ao se verificar que, fruto do bom planejamento, os japoneses concluíram a obra antes que a nossa chegasse aos três quartos de sua extensão. Essa história, na verdade, parece uma paródia sarcástica, mas serve para revelar o “modus faciendi e o modus operandi” que não justifica, mas explica as nossas obras.
Por não serem bem planejadas, demoram muito, e se demoram muito saem mais caras e, finalmente, como precisam de correções e reformulações demasiadas, resultam malfeitas.
São hospitais que são concluídos, mas não podem operar, pois faltam equipamentos e muitas vezes equipes, ou equipamentos que são importados e ficam armazenados, sofrendo obsolescência e outros danos, pois as obras não foram concluídas a tempo para a devida instalação. 
Recentemente, para mostrar o quanto nós somos cuidadosos e operacionais nos nossos projetos, para não dizer o contrário, obras são iniciadas e logo a seguir paralisadas, dizem que é por causa de problemas ambientais (vide VLT em Brasília). Muitas vezes, quando as questões ambientais são superadas, as obras são paralisadas por corrupção.
E, por falar em corrupção, pergunta-se: há empresas corruptas devido ao mau planejamento das obras ou o mau planejamento resulta de um processo que admite corrupção? Isso lembra o caso dos biscoitos que vendem mais porque são fresquinhos ou... A corrupção é origem ou consequência do processo de mau planejamento e consequentemente de projetos que só servem para licitar?
Os exemplos que citamos são poucos entre os conjuntos de obras lentas, caras e malfeitas por este Brasil afora. Tanto assim que concitamos nossos leitores, principalmente os de verve literária, a compor verdadeiros romances tragicômicos tendo por cenários as nossas obras públicas.
Dizem que o mal está no procedimento ocidental que privilegia o ter antes do ser, o que nos conduz sempre a querer diretamente as obras e a não pensar antes na sua concepção detalhada (projeto eficiente), independentemente de sua realização imediata. O que leva a feituras precipitadas desse último, produzindo, por essa razão, projetos inadequados, os quais só servem para licitar, como acima afirmamos. Disso resultam obras com muitas modificações e consequentemente caras, demoradas e malfeitas.
Há muito tempo se sabe que o Brasil sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, mas já se perdeu muito tempo, e a feitura da maioria dos projetos ainda nem começou, o que provavelmente influirá negativamente no desenvolvimento das obras, que deverão ficar mais caras e, se não demorarem muito a serem realizadas, com certeza ficarão ainda mais mal feitas.
No entanto, os projetos ainda não foram realizados. É mais uma mazela da nossa cultura. Não há como recuperar o tempo perdido e aí - nisso nós somos bons! - inventou-se o RDC (Regime Diferenciado de Contratações Públicas), que realmente salva a nossa situação perante o mundo, uma vez que não podemos passar a vergonha de não termos as obras prontas antes do início dos citados eventos e para fazer tudo direitinho não temos mais tempo.
Essa solução que salva nosso pescoço, como efeito colateral, nos vende a nossa alma, pois as licitações não mais se darão com projetos básicos, e sim com anteprojetos ou, talvez, simplesmente ideias. Nesse Regime não houve a preocupação em definir como seriam realizados os projetos. Mais uma vez só se pensou nas obras, que continuarão a pressionar pela rapidez nos términos de projetos. Não lhes darão existência própria, não serão projetos amadurecidos.
Por esse processo, empresas executoras das obras, que serão as vencedoras das licitações, poderão facilmente improvisar equipes técnicas para realizar seus projetos concomitantemente a realização das obras. Isto se chama executar os projetos na escala 1:1 (um para um) – assim procedendo, encontrarão muitos problemas que só serão resolvidos na própria obra, tornando-as mais caras e, outra vez, malfeitas.
Processo esse que agrava o enfraquecimento das empresas de projeto frente às construtoras. Por isso, teme-se que muitas empresas projetistas, que já não dispunham do tempo necessário para a realização de seus projetos – uma vez que esses não são realizados para constituir estoque de projetos e planejamentos eficientes, e sim, para uso imediato – ficarão ociosas.

Petrúcio Glábrio é engenheiro consultor, auditor de controle externo aposentado, do Tribunal de Contas da União (TCU)

Feira do Pedregal, na divisa com o Distrito Federal, pode entrar em calendário cultural de Goiás

Feira Livre do Pedregal, bairro de Novo Gama, na divisa com o DF
Tramita na Assembleia Legislativa de Goiás projeto de autoria da deputada Sônia Chaves (PSDB), ex-prefeita de Novo Gama, que inclui no Calendário Cívico Cultural do Estado a Feira Livre do Pedregal, bairro de Novo Gama. A feira, que acontece aos domingos, já é uma tradição na região e atrai milhares de visitantes a cada semana. Além da importância cultural a deputada lembra que a feira ajuda a aquecer a econômica local: “São mais de 2 mil feirantes que retiram seu sustento das vendas e empregam até 10 mil pessoas; isso totaliza uma média de 7 mil empregados diretos aos domingos”.
O diferencial da Feira do Pedregal é que a maioria dos produtos lá comercializados são resultados da produção local e esse é um dos motivos que a tornou o principal ponto turístico do município.
Com o projeto, a deputada pretende manter viva a tradição e a identidade cultural da feira. “Mesmo que alguns torçam a cara e desprezem a cultura popular que se construiu com as feiras livres durante quase dois séculos, elas existem e devem ser valorizadas e mais conhecidas” - defende a deputada.
O projeto está em tramitação na Assembleia Legislativa de Goiás. Se aprovado, seguirá para sanção do governador Marconi Perillo (PSDB), do mesmo modo como ocorreu com o projeto que incluiu a Via Sacra de Novo Gama no Calendário Cívico Cultural do Estado. (Fonte: Assessoria de Imprensa do gabinete da deputada Sônia Chaves)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Lusitanos põem em debate relação científico-editorial Brasil-Portugal

Língua brasileira se impõe no cenário mundial


Brasília, 12 de outubro de 2011 - A Embaixada de Portugal, a Cátedra Unesco Archai do FIL/UnB, a Imprensa da Universidade de Coimbra (UC), o Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da UC e a Editora Annablume convidam para a mesa-redonda Da Lusofonia para o Mundo, sábado 15, às 16 horas, na Embaixada de Portugal, no Setor de Embaixadas Sul (SES), Avenida das Nações, Quadra 801, Lote 2, telefone (55-61) 3032-9600. No evento, serão lançados os dez primeiros volumes resultantes da parceria IUC/Annablume. Será oferecido um vin d'honneur. A entrada é franca.

Será debatida a importância da colaboração científico-editorial entre Brasil e Portugal, partindo da experiência da Cátedra Unesco Archai da Universidade de Brasília (UnB) e do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos (Cech) da Universidade de Coimbra, assim como o projeto de disponibilização no Brasil do vasto acervo da Imprensa da Universidade de Coimbra (IUC), desenvolvido em parceira com a Editora Annablume.
Participarão da mesa-redonda os professores Delfim Leão, diretor da IUC; Maria do Céu Fialho, coordenadora do Cech/UC; e o editor José Roberto B. Lins, da Annablume. Os trabalhos serão coordenados pelo professor Gabriele Cornelli, diretor da Cátedra Unesco Archai/UnB.
Segundo os promotores do evento, “a língua portuguesa apresenta-se hoje em situação de crescente proeminência, tanto em âmbito científico como editorial, favorecendo o desenvolvimento de inéditos projetos de colaboração entre países lusófonos, no sentido da preservação e desenvolvimento das riquezas de suas heranças culturais”.

Considerações sobre o Novo Acordo Ortográfico. E como o português virou a língua brasileira

RAY CUNHA
raycunha@gmail.com

O então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou quatro decretos de promulgação do novo Acordo Ortográfico no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) no dia 29 de setembro de 2008, na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, em homenagem ao escritor Machado de Assis, que completava cem anos de morto (1839-1908). “Com esses atos, Machado de Assis será duplamente exaltado: de um lado, a Academia lhe rende a mais expressiva homenagem neste ano em que celebramos o centenário de sua morte. E, de outro, a assinatura pelo presidente Lula dos decretos que promulgam o Acordo Ortográfico dos sete países lusófonos" – declarou, naquela ocasião, o presidente da ABL, Cícero Sandroni.
Segundo Cícero Sandroni, a promulgação do Acordo Ortográfico concretizava uma antiga aspiração de Machado de Assis, manifestada num de seus discursos, em 1897. “A Academia buscará ser a guardiã de nosso idioma, fundado em suas legítimas fontes - o povo e os escritores, todos os falantes de língua portuguesa” - disse, na altura, o autor de Memórias Póstumas de Brás Cubas.
O argumento para mudanças ortográficas na língua portuguesa é que a alegada unificação da escrita no Brasil e em Portugal tornaria o português língua oficial da Organização das Nações Unidas (ONU). Supondo-se que fosse possível unificar a escrita das duas variações linguísticas, mesmo frases burocráticas, de documentos, são marcadas pela sintaxe, pelo estilo oriundo da cultura de cada um dos dois países. O fato é que o novo Acordo Ortográfico não unifica o português de Portugal e o português do Brasil, nem etimologicamente, muito menos em estilo, mesmo que se trate de escrita burocrática. E qualquer tradutor na ONU terá que ser bom de ouvido, tanto para o falar lusitano, típico dos países de clima frio, como para o falar brasileiro, tropical, aberto. Isso, sem falar do crioulo.
A pergunta que lateja é: A “unificação” da língua portuguesa escrita no Brasil com o português grafado em Portugal tem alguma utilidade? No caso do Brasil, não seria melhor investir maciçamente no ensino básico? E depois o Brasil tem mais com que se preocupar. Enquanto Lula levava seu palanque para a Academia Brasileira de Letras, o Correio Braziliense, maior jornal da capital do país, publicava uma série de reportagens sobre crianças, meninas e meninos, que embarcavam em carros de luxo, no coração de Brasília, para serem estuprados a troco de comida.
Exploração sexual de crianças e escravidão sexual são comuns na província potencialmente mais rica do planeta, mas onde a miséria, a escravidão, o assassinato, campeiam. A grande tragédia brasileira é a escola pública. O senador Cristovam Buarque (PDT/DF) costuma comparar as escolas públicas brasileiras, regidas por orientação federal, com o Banco do Brasil. Se as agências do BB em Brasília contam com a mesma estrutura das agências nos grotões brasileiros, como, por exemplo, o sertão do Maranhão, uma escola pública do Plano Piloto não é a mesma na hiterlândia da Amazônia.
O novo Acordo Ortográfico só beneficiou editoras, principalmente as que integram a panelinha do Ministério da Educação; estão faturando bilhões. Quanto ao ensino público e à pesquisa no Brasil são para inglês ver. E a CPLP tem mais com se ocupar. Ela poderia encampar o Instituto Camões e criar o Instituto Machado de Assis, e, por meio deles, difundir mundialmente a língua portuguesa, que são várias: a de Portugal; a do Brasil; a crioula, ou africana; a galega; a do Timor-Leste etc. Cada um desses países conta com escritores que representam bem suas culturas, e que não estão absolutamente preocupados com burocracia. Os grandes escritores deste continente chamado Brasil são tradutores da nossa mestiçagem mulata, cafuza e mameluca, das nossas cores, cheiros e alegria. A CPLP pode e deve é influenciar a democracia e se aperfeiçoar como bloco econômico.
Considerando-se o Brasil isoladamente, passamos à frente de Portugal, como os Estados Unidos superaram a Inglaterra. No nosso caso linguístico, enquanto o português lusitano se esgotou, o português brasileiro é uma língua jovem, enriquecida por idiomas africanos, pelo tupi-guarani, por estrangeirismos e pelo calor, cores, aromas, sabores e contexturas dos trópicos e da Amazônia - que encerra uma dimensão que transcende os sentidos – realismo-fantástico, como diriam os europeus.
O Acordo Ortográfico é mais uma peça de marketing do governo lulapetista, em um país de esmagadora maioria de alfabetizados funcionais - que leem mas não entendem o que leem -, com pelo menos 20 milhões de pessoas que vivem na Idade da Pedra – não sabem ler e, muitíssimos deles, não têm sequer certidão de nascimento; outros, são escravos mesmo, principalmente nos medievais estados da Amazônia.
No Brasil, nós não precisávamos de reforma ortográfica. Precisamos de reforma política, de reforma fiscal, de reforma educacional, de reforma do Judiciário, de reforma administrativa, de reforma previdenciária, de pacto federativo, e, sobretudo, de jogar os ladrões de colarinho branco na cadeia e fazê-los pagar tudo o que roubaram, carregando pedra. É preciso acabar com a indecência da imunidade parlamentar, faz-se necessário passar a limpo este Brasil corrupto.

A curta história da língua brasileira, que leva ao mundo, por meio da sua literatura, as cores do trópico
Originada em Portugal, a língua brasileira cada vez mais se impõe no planeta, levando para as regiões frias, que antes sediavam a metrópole, a riqueza cultural e a alegria dos trópicos, por meio da literatura, da tecnologia e do trabalho

RAY CUNHA
ray.cunha@uol.com.br
Para a revista Século 21

Brasília, 21 de julho de 2009 - Esta curta história da língua portuguesa é baseada em relatos de arqueólogos e historiadores. Tudo começou na região ocidental da Península Ibérica, há 300 anos Antes de Cristo, com soldados romanos e seu latim vulgar. Oitocentos anos depois, o Império Romano começou a desabar, mas deixava, firmes, várias línguas, variantes do latim. O português escrito começou a ser utilizado, em documentos, no século IX, e, no século XV, já se tornara língua literária. Desde os romanos, havia duas províncias na região em que se formou a língua portuguesa: Lusitânia, hoje Portugal, e Galécia, ou Galícia para nós, brasileiros, ao norte.
O Império Romano conquistara a região ocidental da Península Ibérica, criando as províncias da Lusitânia e da Galécia, equivalentes, hoje, ao centro-norte de Portugal e à província espanhola da Galícia, a noroeste da Espanha, nas quais se começou a falar latim vulgar, do qual nasceram as línguas neolatinas e 90% do léxico, ou dicionário, do português. Os únicos vestígios das línguas nativas dessa região dormem na toponímia da Galícia e de Portugal.
Entre 409 e 711, depois de Cristo, o Império Romano entrava em colapso e a Península Ibérica era novamente invadida, agora por povos de origem alemã – suevos e visigodos -, que os romanos chamavam de bárbaros. Entretanto, os novos invasores absorveram a língua romana da península. Como cada tribo bárbara falava latim à sua maneira, o resultado foi a formação do galaico-português ou português medieval, espanhol e catalão.
Os estudiosos acreditam que foram os suevos os responsáveis pela diferenciação linguística dos portugueses e galegos quando comparados aos castelhanos. Durante o reinado suevo, proibiu-se nominar os dias da semana em latim e as palavras guerreiras foram impostas em línguas germânicas, tal como “guerra”.
Em 711, depois de Cristo, a península foi invadida pelos mouros, de língua árabe, oriundos do norte da África. O árabe foi utilizado, nessa época, como língua administrativa nas regiões conquistadas, mas a população continuou a falar latim vulgar.
Em 1249, os mouros foram expulsos, mas deixaram grande número de palavras árabes, especialmente relacionadas à culinária e à agricultura, sem equivalente nas demais línguas neolatinas, além de nomes de locais no sul de Portugal, como Algarve e Alcácer do Sal. Muitas palavras portuguesas que começam por “al” são de origem árabe.
O mais antigo documento latino-português de que se tem conhecimento é a Carta de Fundação e Dotação da Igreja de S. Miguel de Lardosa, datada de 882, depois de Cristo. O Testamento de Afonso II, de 1214, é o texto em escrita portuguesa considerado mais antigo. Esses documentos estão guardados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, em Lisboa.
O vernáculo escrito passou, gradualmente, para uso geral a partir do fim do século XIII. Portugal se tornou país independente em 1143, com o rei Dom Afonso I. Em 1290, o rei Dom Dinis criava a primeira universidade portuguesa em Lisboa - Estudo Geral - e decretou que o português, então chamado “linguagem”, substituísse o latim no contexto administrativo.
Em 1296, o português foi adotado pela Chancelaria Real. A partir daí, a língua galego-portuguesa passou a ser utilizada também na poesia. Já em meados do século XIV, o português alcançara tradição literária. Nessa época, os nativos da Galícia começaram a ser influenciados pelo castelhano, base do espanhol moderno. Entre os séculos XIV e XVI, com as grandes navegações, a língua portuguesa é difundida na Ásia, África e América.
Na Renascença, aumenta o número de palavras eruditas do latim clássico e do grego arcaico, ampliando a complexidade do português. O fim do português arcaico é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516.
A LÍNGUA PORTUGUESA NO MUNDO - Fala-se oficialmente português nos oito países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola (África), Brasil (América do Sul), Cabo Verde (África), Guiné-Bissau (África), Moçambique (África), Portugal (Europa), São Tomé e Príncipe (África), e Timor- Leste (Ásia). Mas em cada uma das ex-colônias portuguesas falam-se, na verdade, variantes do português de Portugal.
Também falam-se variantes de português nas seguintes regiões: Galícia (província da Espanha, Europa); Goa, Diu e Damão (Índia, Ásia); Macau (China, Ásia), Málaca (Malásia, Ásia) e Zanzibar (Tanzânia, África).
A escrita da língua portuguesa é semelhante em todos os países da CPLP, com poucas variações gramaticais. O que muda, de forma mais evidente, além da grafia de um certo número de palavras, é o significado de outras tantas palavras, com conotações diferentes de região para região; o modo de se utilizar formas verbais; e o estilo erudito, isto é, o modo de se construir frases e contextos literários.
Quanto ao falar, um brasiliense só se entenderá com um lisboeta, por exemplo, se ambos conversarem vagarosamente e pronunciarem claramente as sílabas das palavras.
Contudo, trata-se da quinta língua mais falada no planeta, por cerca de 240 milhões de pessoas, em quatro continentes. Se Portugal é o portão de entrada da lusofonia no Velho Continente - a Europa -, o Brasil é o gigante do bloco. No Brasil, a língua portuguesa sofreu influências do tupi-guarani - tronco linguístico dos índios da América do Sul - e de várias línguas africanas.
Desde o início do século XX, Portugal e Brasil buscam a unificação da língua portuguesa escrita em ambos os países, para chegar, pelo menos, ao consenso de um texto burocrático, que possa reforçar o idioma na Organização das Nações Unidas (ONU). Mas a verdade não pode ser mudada. O português de Portugal se esgotou, enquanto o português do Brasil foi enriquecido pelo índio, pela África e pelo trópico, e é aberto.
A reforma ortográfica tudo muda para nada mudar, como diz uma personagem do romance O Leopardo, de Giuseppe Tomasi Di Lampedusa, referindo-se à monarquia italiana, então com as ventosas no erário, como ocorre hoje e sempre no Brasil chavista de Lula e patrimonialista de Sarney. A célebre frase literária se ajusta à nomenklatura lulapetista, embora o destino do Brasil, a província agrícola, florestal e mineral mais rica do planeta, é o de ser uma potência mundial, o que só poderá conquistar por meio da democracia. E a democracia dorme no idioma. Só então, a língua brasileira será respeitada, procurada e aprendida.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Senado ouvirá especialistas sobre desenvolvimento do Entorno

Rodrigo Rollemberg (Waldemir Barreto/Agência Senado)
Comissão do Senado aprovou requerimento de Rodrigo Rollemberg que prevê ciclo de debates para discutir soluções para a região. Senador defende aplicação de recursos do DF em prol do crescimento sustentável dos municípios
A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado aprovou, dia 4 de outubro, a realização de audiências públicas para debater o desenvolvimento do Entorno do Distrito Federal. O requerimento é do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O ciclo de debates discutirá alternativas para o crescimento sustentável e geração de emprego e renda na região, bem como soluções para segurança, educação, saúde, assistência social e moradia.
Devem participar da discussão o diretor da Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste, Marcelo Dourado, representantes do Poder Executivo do DF e de Goiás, representantes do setor produtivo da região, pesquisadores e membros de universidades públicas das duas unidades federativas.
Rollemberg defende a aplicação de recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF) no Entorno. Para isso, o socialista propõe a criação de um consórcio entre o estado de Goiás e o Distrito Federal para administrar os recursos, que seriam revertidos para a região.
A ideia é que seja retirado do fundo 0,5% ao ano, até atingir, em dez anos, o limite de 5% do valor destinado ao DF pela União. O estado de Goiás também seria obrigado a colocar o mesmo recurso, o que faria com que, efetivamente, fosse aplicado no Entorno 1% do equivalente aos recursos do Fundo Constitucional do DF. A União deveria comparecer com 30% desses recursos.
Rollemberg elaborou a proposta após estudar as diferenças socioeconômicas entre o DF e os municípios que compõem a região. "Só uma visão muito curta ou muita insensibilidade poderia concluir que o Distrito Federal não tem nada a ver com o destino dessas cidades e que isso é de competência exclusiva de Goiás” - justifica o senador, ao afirmar que algumas cidades nasceram em função de Brasília e estão entre as mais pobres do Brasil. "Não podemos pensar no desenvolvimento do DF e de toda essa região sem melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem ali."
A Lei 10.633/2002 determina que a União repasse verba ao FCDF para a organização e manutenção da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do DF e para a execução de serviços públicos de saúde e educação. Em 2010, esse montante foi de cerca de R$ 7 bilhões.
Rollemberg observa que o DF tem a maior renda média per capita anual do país - R$ 15.800 -, enquanto ao seu redor há municípios com renda per capita anual que varia entre R$ 2.800, como Águas Lindas, e R$ 4.360, como Valparaíso. Os índices de homicídio na região também são superiores à média nacional, de 25 por mil habitantes: em Santo Antônio do Descoberto o índice é de 73,53 por mil; em Cristalina, de 70,12; e em Águas Lindas, de 62,16 por mil habitantes. (Fonte: Agência Senado)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Deputados distritais se unem pela abertura da Copa do Mundo em Brasília

As torres do Congresso Nacional e o mastro da Bandeira ao anoitecer em Brasília

DALILA GÓES
Da Agência Brasília

Brasília, 7 de outubro de 2011 - A capital da República ganhou na noite do dia 6 mais um reforço na disputa pela abertura do Mundial de Futebol de 2014. Trata-se da Frente Parlamentar em Defesa da Abertura da Copa do Mundo de 2014, lançada na Câmara Legislativa com a presença do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). O objetivo é debater e acompanhar as políticas que podem viabilizar a abertura do evento esportivo em Brasília.
O lançamento da frente parlamentar reuniu integrantes do governo do Distrito Federal, esportistas, representantes da mídia especializada e de veículos alternativos, entidades esportivas (profissionais e amadoras), sociedade civil organizada e parlamentares federais e distritais, de forma suprapartidária. Os participantes lotaram, durante todo o evento, o plenário e a galeria da Câmara Legislativa. Com muito otimismo, os participantes se comprometeram a empreender todos os esforços que se fizerem necessários para garantir que a Copa do Mundo de 2014 comece pela capital da República.
Para o governador Agnelo Queiroz, a iniciativa suprapartidária destaca a união dos poderes Legislativo e Executivo na conscientização de que a Copa do Mundo é um elemento de inclusão social. “Não estamos aqui por conta do partido A ou B. Temos aqui uma união suprapartidária, mais do que louvável, porque mostra que esta instituição, a Câmara Legislativa, reconhece, por meio de seus parlamentares, a prosperidade, o grande salto tecnológico, o fomento cultural, as oportunidades de negócio e geração de emprego, as melhorias no transporte, os projetos na educação, só para citar alguns exemplos, de que um evento deste porte trará à nossa cidade”, enumerou o governador.
Agnelo Queiroz destacou ainda que as obras do Estádio Nacional de Brasília estão 38% concluídas e que os operários agora trabalham em três turnos para garantir a data de inauguração: 31 de dezembro de 2012. O governador também lembrou que além da Copa do Mundo de 2014, Brasília é a favorita para receber a abertura da Copa das Confederações, em 2013, e sediar os Jogos Mundiais Universitários – Universíade 2017. “Grandes eventos esportivos estão chegando à nossa cidade. Temos a Copa das Confederações, em 2013, e os jogos de futebol das Olímpiadas de 2016. Pois afirmo que estamos prontos”, frisou.
Weber Magalhães, vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol para o Centro-Oeste, também louvou a organização da frente parlamentar e lembrou que Brasília está adianta em suas obras, o que garante uma enorme vantagem sobre as demais cidades-sede. “Brasília está fazendo o seu papel, cuidando de toda a estrutura para receber os Jogos Mundiais e isso vai contribuir para trazer grandes eventos”, destacou. “Vamos mostrar que somos capazes de receber bem nossos turistas e de realizar um grande espetáculo, e, para isso, a mão-de-obra qualificada é fundamental. Acredito que já estamos no caminho certo”, assegurou o representante da CBF.
À frente da comissão parlamentar estão os deputados Olair Francisco e Professor Israel Batista, respectivamente presidente e vice. Também integram o grupo o líder do governo na CLDF, deputado Wasny de Roure, e os distritais Eliana Pedrosa e Aylton Gomes.
Sede da abertura do Mundial será anunciada em outubro
O anúncio da abertura da Copa do Mundo de 2014 está previsto para depois da reunião do Comitê Executivo da Fifa, nos dias 20 e 21 de outubro, segundo o secretário geral da entidade, Jérôme Valcke. O anúncio foi feito após reunião do dirigente com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro do Esporte, Orlando Silva, dia 4, em Bruxelas, Bélgica.
Na mesma época a Fifa deve revelar o calendário de partidas tanto para a Copa das Confederações quanto para a Copa do Mundo da Fifa, garantiu o secretário geral. “Só então saberemos onde serão o jogo de abertura e a final da Copa do Mundo da Fifa em 2014”, disse.
No encontro, Valcke afirmou que não haverá distinção de público. Segundo ele, um dos princípios do evento esportivo é o de “garantir que todos os brasileiros tenham acesso à Copa do Mundo da Fifa, não apenas os ricos”.
Quanto à situação dos estádios, Valcke não negou que a instituição tem “algumas preocupações quanto à conclusão das obras nos estádios para a Copa das Confederações da Fifa”. No entanto, a expectativa da Fifa para a Copa do Mundo a é positiva. “A situação de todos os estádios parece ser boa”, comentou. (Fonte: Portal da Copa)

Turismo no Entorno do Distrito Federal: Formosa

Salto do Itiquira, com 168 metros de altura, a 81 quilômetros de Brasília
Formosa é uma cidade do estado de Goiás, no Entorno do Distrito Federal, distante 81 quilômetros de Brasília e 277 de Goiânia. O município, que faz divisa com a cidade-satélite de Planaltina, é tido como o portal de entrada para o nordeste goiano. É a cidade do Berço das Águas, pois é banhada por nascentes de afluentes das três grandes bacias hidrográficas do país: Bacia do Amazonas, Bacia do Prata e Bacia do São Francisco.
Com grande potencial turístico, a ser desenvolvido, dentre os atrativos do município o mais conhecido é o Salto do Itiquira, localizado a 32 quilômetros da sede municipal, com 168 metros de queda livre, localizado dentro de uma reserva formada por corredeiras, mirantes, canyons e mais de 35 nascentes de águas cristalinas. O local oferece total infraestrutura para receber os turistas, desde a entrada asfaltada e sinalizada, ao acesso fácil e seguro à cachoeira.
Outro importante ponto turístico da cidade é a Lagoa Feia, com 400 metros de largura e 7 quilômetros de extensão, localizada próxima ao centro da cidade, cercada de bosques com trilhas para passeios e com contanto com bares, restaurantes e pavimentação até as suas margens. Há ainda a Cachoeira do Indaiá; o Vale do Paranã, local onde é realizada todo ano uma etapa do campeonato mundial de voo livre; e o Buraco das Araras, com trilhas que levam a diversas cavernas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Criação do estado do Planalto Central seria a saída para os moradores do Entorno do Distrito Federal, uma das regiões mais violentas do planeta?


A tragédia do Brasil, além do PT, é o sentimento de colonizado que perpassa o inconsciente coletivo. Esse sentimento foi implantado pelos portugueses a ferro e a fogo no DNA dos mulatos, cafuzos e mamelucos, e a ideia de que stalinistas são superiores, quem, por exemplo, deve decidir o que a imprensa publica ou não etc. Essa ideia aristocrática vige até hoje. Brasília é a sede do império e os estados são as colônias. Os estados brasileiros são mesmo grandes como países. Mas isso vai acabar, por uma razão clara, que os coronéis de barranco, que também estão acabando, não conseguem enxergar: o imperador, ou imperatriz, e os governadores estão de costas para a hinterlândia.

Vejam o caso do Pará, que será submetido a plebiscito, em dezembro, para a população decidir se quer dividi-lo em três ou se continua um estado de 1.247.689,515 quilômetros quadrados. Com o desgoverno da petista Ana Júlia Carepa, de 2007 a 2010, um caso histórico de incompetência, as coisas no Pará se acirraram. O Pará, que é um paraíso geográfico e uma potência pela natureza, está na frente em violência no campo, escravidão – inclusive de crianças para o mercado sexual –, desmatamento, poluição e, naturalmente, corrupção. Um dos maiores produtores de energia hidroelétrica do país, pelo menos metade dos seus 144 municípios não conta com energia firme. Mas o governo não quer ver de jeito algum o estado dividido.
Muitos acham que sai caro criar um novo estado, mas sai a um custo bem mais baixo do que simplesmente políticos se esbaldarem na bacanal que acontece diuturnamente na burra da União, num patrimonialismo sem fim, que tem origem exatamente na ideia de socializar o alheio. Por exemplo: o estado de Tocantins. Se não fosse criado, continuaria sendo o monturo de Goiás. Hoje, o monturo de Goiás é o Entorno do Distrito Federal.
Região violenta, uma das mais violentas do planeta, abandonada pelos governos que se sucedem em Goiás, a saída para o Entorno é virar estado. A saída verdadeira seria a inclusão social das famílias que moram na região, mas isso é uma utopia num país como este. Assim, a saída é transformar o Entorno em estado. Estado do Planalto Central.
Em 14 de junho de 2002, o então suplente de senador Francisco Escórcio, maranhense residente em Taguatinga (DF), apresentou projeto de decreto legislativo, número 298, criando o Estado do Planalto Central, composto por municípios de Goiás e de Minas Gerais, e cidades-satélites do Distrito Federal, com capital em Taguatinga, a mais rica satélite de Brasília, integrando área de 75.470 quilômetros quadrados. Em 30 de novembro de 2010 o projeto foi arquivado. Francisco Escórcio, atualmente suplente de deputado federal, pelo PMDB do Maranhão, está pronto para reapresentar o projeto. Agora, além de, como Lula, beijar a mão do todo poderoso Zé Sarney, Escórcio sabe que chegou o momento: nem as Forças Armadas pacificariam o Entorno, exceto investimentos maciços, continuados, nunca desestimulados, na educação, na inclusão social e na industrialização da região.
Zé Sarney é um poderoso aliado de Escórcio. Imperador do Maranhão, anexou o estado do Amapá, criando a província do Maranhão e Amapá. Sarney fará tudo pelo seu amigo Escórcio para que seja criado o estado do Planalto Central.
O Entorno do Distrito Federal pode ser visto sob três ângulos. O mais agudo deles é o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), abarcando 12 municípios de Goiás: Abadiânia, Alexânia, Cabeceiras, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina de Goiás e Santo Antônio do Descoberto.
A Região Integrada do Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride), criada por meio da Lei Complementar 94 e sancionada em 19 de fevereiro de 1998, é integrada, além do Distrito Federal, por 19 municípios de Goiás e 3 de Minas Gerais: Abadiânia, Águas Lindas de Goiás, Água Fria de Goiás, Alexânia, Cabeceiras, Cidade Ocidental, Cocalzinho de Goiás, Corumbá de Goiás, Cristalina, Formosa, Luziânia, Mimoso de Goiás, Novo Gama, Padre Bernardo, Pirenópolis, Planaltina de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Valparaíso de Goiás e Vila Boa, em Goiás; Unaí, Cabeceira Grande e Buritis, em Minas Gerais.
A Associação dos Municípios Adjacentes à Brasília (Amab) congrega 42 municípios, 29 de Goiás e 13 de Minas Gerais, ocupando área de 93.212,66 quilômetros quadrados.
Terra é o que não falta para o estado do Planalto Central.

Dia de Campo em Alexânia fecha etapa 2011 do projeto social Jardim do Aprender

Professores dos 5 municípios que participaram do Jardim Aprender

ANA GUARANYS
Assessora de Imprensa da CCSA

Mais de 300 pessoas de comunidades de cinco municípios do entorno do reservatório da UHE Corumbá IV – entre alunos, familiares e professores de escolas rurais – participaram do I Dia de Campo do projeto social Jardim do Aprender, da Corumbá Concessões S.A. (CCSA). O evento, que fechou a etapa do projeto de 2011, foi realizado no dia 1 de outubro, na Escola Municipal Geminiano Ferreira de Queiroz, em Olhos D´Água, Alexânia, e contou com as presenças dos prefeitos de Alexânia e de Corumbá de Goiás, respectivamente, Maria Aparecida Gomes de Lima e Emílio Jacinto; de secretários municipais; do presidente da CCSA, Marconi Melquíades de Araújo; e do presidente do Sistema Faeg/Senar, José Mário Schreiner. 
O objetivo do evento foi proporcionar uma troca de experiência, apresentar as tecnologias desenvolvidas no Jardim do Aprender e estimular as comunidades e outras instituições a replicarem o projeto em prol da sustentabilidade ambiental, geração de renda e melhoria da qualidade da alimentação. Além de palestras sobre o sistema agroecológico, houve apresentações artísticas de balé e street dance e exposição de artesanato produzido na região.
O projeto foi implementado pela CCSA em novembro de 2010, em cinco escolas rurais de Alexânia, Abadiânia, Silvânia, Corumbá de Goiás e Santo Antônio do Descoberto, beneficiando diretamente cerca de 800 pessoas. Consistiu na realização de diversas oficinas sobre plantio de hortas orgânicas, construção de minhocário, composteira e canteiro de ervas medicinais em forma de espiral. Todo o processo teve a participação das famílias vizinhas das escolas.
PREMIAÇÃO - O ponto alto do Dia de Campo foi a premiação do Concurso Jardim do Aprender. A CCSA premiou os melhores projetos em três categorias: Escola, Experiência Pedagógica e Quintal Produtivo. A Escola Municipal Crispim Marques Moreira ficou em primeiro lugar nas três categorias. Para a diretora da escola, Ilma Rodrigues, vencer o concurso foi “a melhor coisa do mundo para a escola”.  Mas o maior presente, segundo ela, foi a aprendizagem para as crianças. Agradeço muito à Corumbá, ao dr. Marconi, por nos terem ensinado neste projeto a cultivar uma horta orgânica sem adubo químico”, disse a diretora.
Na categoria Escola, o segundo lugar ficou com a Geminiano Ferreira de Queiroz, de Olhos D´Água; e o terceiro lugar com a escola Virgílio Faleiros, de Planalmira, Abadiânia. No quesito Projeto Pedagógico, ficaram em segundo e terceiro lugares professores das escolas de Planalmira e de Silvânia. Duas famílias da comunidade vizinha à escola Aparecida de Loyola, de Corumbá de Goiás, ficaram em segundo e terceiro lugares na categoria Quintal Produtivo. Os prêmios oferecidos foram bicicleta, notebooks, DVDs, câmeras fotográficas, entre outros.
Os maiores beneficiados com o projeto, na opinião de professores e pais de alunos, são as crianças, que participam dos cuidados com a horta e que hoje têm outra compreensão sobre produtos orgânicos e alimentação saudável.  Como é o caso de Samuel Timóteu, 12 anos, da comunidade de Aparecida de Loyola, em Corumbá de Goiás, que ajuda a cuidar da horta da casa, classificada em terceiro lugar no concurso.
Segundo ele, muita coisa mudou na Escola Aparecida de Loyola. “Foi o projeto que incentivou as crianças a fazerem o minhocário, a composteira e a horta. Tudo isso foi evoluindo e hoje todos têm sua própria horta. Eu sempre gostei de verdura, e agora ainda mais, pois pegamos os alimentos orgânicos, vivos, higienizamos e colocamos na mesa para servir”, conta. Samuel diz ainda que se interessa muito por plantas medicinais e que já está pesquisando sobre os nomes científicos e os benefícios das ervas. “Eu sou apaixonado por plantas e animais e quero ser biólogo quando crescer.”
Na opinião da prefeita de Alexânia, Maria Aparecida Lima, “o projeto faz a diferença; nós agradecemos muito à Corumbá Concessões por este e por outros projetos que beneficiam Alexânia”, disse.
Na avaliação da analista ambiental da CCSA, Marinez Caetano de Castro, responsável pelo projeto, “este primeiro dia de campo foi um orgulho para nós; este foi um grande encontro entre as comunidades participantes do Jardim do Aprender e nós vimos que todos os objetivos foram alcançados. Já a premiação, é um reconhecimento, mas o aprendizado é a maior recompensa”.
 “Hoje, com satisfação, nós estamos encerrando o ciclo 2011 do Jardim do Aprender e, em 2012, daremos sequência ao projeto, com outro enfoque: vamos expandi-lo para as comunidades como um todo, buscando a participação das associações rurais comunitárias. O projeto continuará a ter o acompanhamento do técnico agrícola, com visitas periódicas”, disse o presidente da CCSA, Marconi Melquíades de Araújo. Mas para o projeto dar certo, alertou, “é necessário que a comunidade se agregue aos trabalhos, como aconteceu até aqui”.

sábado, 1 de outubro de 2011

O Entorno da paz

RENATO SÓCRATES
Especial para o DF-GOIÁS

A região do Entorno do Distrito Federal, que abrange 19 municípios da chamada Ride (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno), tem mais de 1 milhão de habitantes, a maioria vivendo em situação precária numa rotina do medo e da insegurança, principalmente o município de Luziânia, que lidera o adensamento demográfico e o índice de criminalidade, tendo inclusive chocado o país inteiro com os crimes em série de Ademar, que suicidou-se na cadeia, em Goiânia, há algum tempo.

As causas dessa explosão de criminalidade são bem conhecidas, destacando-se a injustiça e exclusão social, o povoamento desordenado, o desemprego, a pressão para consumir sobre os jovens, que furtam e roubam impelidos pelo desejo de possuir tênis caros, celulares sofisticados, ipods, tablets, além, é claro, das drogas sustentando o tráfico, que domina e aterroriza a população.

Parece faltar vontade política efetiva do Estado para implementar políticas públicas adequadas e de resultado, e a situação vai ficando cada vez mais caótica, com soluções que são anunciadas, mas que parecem não sair do papel, sendo a maioria delas equivocadas por reproduzirem a cultura do medo, como a presença de força federal.

De nada adiantará tentar enfrentar o desafio com paliativos, porque sem desenvolvimento econômico e sem investimentos em educação, saúde, lazer e uma política pública de assistência social séria não se resolve o problema da violência e da criminalidade, porque a questão é complexa e não há mais lugar para velhos paradigmas baseados numa visão de mundo maniqueísta e punitiva.

É preciso ter criatividade para se enfrentar esse enorme desafio, e o presente artigo tem este objetivo: propor ao gabinete de gestão e integração de segurança do Entorno, ou seja, aos governos de Goiás e do Distrito Federal, um novo modelo de política criminal, que compreende a implantação de Centros de Cidadania e Inclusão Social, com vários serviços públicos integrados e geridos com participação popular, com destaque para o uso da mediação comunitária de conflitos nessas cidades, com boas práticas restaurativas.

O que as comunidades que vivem no Entorno querem é paz, com dignidade, participando da superação dos conflitos, e não a obsoleta e cruel receita bélica que tem sido equivocadamente utilizada no Rio de Janeiro, com o uso de caveirões blindados, fuzis e metralhadoras.

Urge mudar o paradigma, introduzindo-se boas práticas na gestão da segurança, mediante a implantação de núcleos de justiça restaurativa e de inclusão social, porque é esse modelo que tem se mostrado realmente eficaz em vários países, inclusive no Brasil, com algumas experiências existentes, pois além de promoverem a paz social, as práticas restaurativas contribuem decisivamente para reduzir a criminalidade e geram satisfação tanto para as pessoas envolvidas em conflitos como para as comunidades beneficiadas.

Trata-se de um modelo que se trabalha não para a comunidade, mas com a comunidade e que poderia funcionar com excelência, se devidamente implementados, com capacitação das pessoas que lá trabalharem e avaliação permanente de sua funcionalidade, inclusive procurando identificar os problemas e as demandas coletivas das comunidades.

Um dos eixos principais do programa seria o paradigma da justiça restaurativa, que pode ser definida como um procedimento de consenso, em que a vítima e o ofensor, e, quando apropriado, outras pessoas ou membros da comunidade afetados pelo crime, como sujeitos centrais, participam coletiva e ativamente na construção de soluções para a restauração dos traumas e perdas causados pelos conflitos, pela violência e pelo crime.

Esse procedimento aconteceria em círculos restaurativos, coordenados por mediadores capacitados em práticas restaurativas, com a participação de líderes comunitários, psicólogos, assistentes sociais e advogados voluntários.

Já está comprovado que combater a criminalidade com repressão e punição é obsoleto, porque o Direito Penal tradicional já faliu, valendo citar aqui o alerta de Radbruch, notável filósofo do Direito alemão, que não é preciso se fazer do Direito Penal algo melhor, mas se fazer algo melhor do que o Direito Penal.

Com certeza, a justiça restaurativa e a inclusão social seriam o caminho para que o Entorno deixasse de ser um barril de pólvora, para se transformar, aos poucos, no Entorno da paz.


Renato Sócrates é filósofo social, pós-graduado em Direito Público pela Universidade de Brasília e em Direitos Humanos pela Universidade de Leicester, Grã-Bretanha

Com tantas meninas estupradas por aí, a ministra Iriny decidiu que o problema da mulher é Gisele Bündchen

AUGUSTO NUNES
Direto ao Ponto/Veja.com

Em 31 de outubro de 2007, uma menina com 15 anos, 1m50 de altura e 38 quilos foi presa por tentativa de furto numa casa de Abaetetuba, cidade paraense a quase 100 quilômetros de Belém. Durante o interrogatório, declarou a idade à delegada de plantão Flávia Verônica Monteiro Teixeira. Por achar o detalhe irrelevante, a doutora determinou que fosse trancafiada na única cela do lugar, ocupada por homens. Já naquela noite, e pelas 25 seguintes, o bando de machos se serviu da única fêmea disponível.
Depois de 10 dias de cativeiro, a garota foi levada à sala da juíza Clarice de Andrade. Também informada de que a prisioneira tinha 15 anos, a segunda doutora da história resolveu devolvê-la à cela. A descoberta do monumento ao absurdo não reduziu a força do corporativismo criminoso: por decisão do Tribunal de Justiça do Pará, ficou estabelecido que o comportamento da juíza Clarice não merecia qualquer reparo. Meses mais tarde, a magistrada foi punida com a aposentadoria compulsória pelo Conselho Nacional de Justiça.
A Secretaria de Políticas para as Mulheres, uma inutilidade inventada pelo governo Lula, não deu um pio sobre o caso.
O pesadelo ocorrido em 2007 foi reprisado há três semanas na colônia penal agrícola Heleno Fragoso, que abriga 320 condenados em Santa Isabel do Pará, a 70 quilômetros de Belém. Desta vez, de novo com a conivência de funcionários da instituição, uma brasileira de 14 anos ficou quatro dias em poder de cinco presos. “Eu e outras duas meninas que ficaram lá também”, informou a garota em 19 de setembro. “Lá dentro eles obrigaram a gente a usar droga e a beber. Eles esqueceram a porta aberta, porque lá eles deixam a porta trancada. Foi quando consegui fugir.”
A Secretaria de Políticas para as Mulheres, uma inutilidade mantida por Dilma Rousseff, não deu um pio sobre o caso. Não se sabe qual é a posição que meninas violentadas em cadeias ocupam no ranking de prioridades de Iriny Lopes, ministra-chefe da secretaria.
O que o país acaba de descobrir é que a lista é encabeçada pelas peças publicitárias da Hope Lingeries protagonizadas por Gisele Bündchen. Lançada no dia 20, a campanha mostra qual é a melhor maneira de transmitir más notícias ao marido. No vídeo, por exemplo, Gisele primeiro conta que bateu o carro usando trajes pouco sedutores. Esse é o método errado. Em seguida, ela repete a notícia semivestida com uma lingerie da Hope. É muito mais sensual. E é esse o jeito certo. “Você é brasileira, use seu charme”, ouve-se dizer uma voz masculina.
No terceiro dia da campanha, movida por “diversas manifestações de indignação contra a peça”, Iriny contra-atacou com dois ofícios. Num, comunicou ao empresário Sylvio Korytowski, diretor da Hope, seu “repúdio” ao desempenho da top model. Noutro, pediu ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, o Conar, que o comercial fosse suspenso. Como a subserviência e a pressa andam de mãos dadas, imediatamente o Conar abriu processo contra Gisele de calcinha e sutiã. Atendeu a queixas formuladas por 15 espectadores. Isso mesmo: 15.
Quinze mais Iriny: “A propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”, declama a ministra. “Também reforça a discriminação contra a mulher, o que infringe a Constituição Federal.” Os avanços passam ao largo de cadeias em delegacias e presídios no campo. E o governo só consegue enxergar discriminação num comercial de alguns segundos na TV.
A exemplo dos colegas de primeiro escalão, Iriny não assina sequer um cartão de Natal sem a autorização de Dilma Rousseff. (Embora não consiga lidar com mais de um assunto por vez, o neurônio solitário faz questão de ser consultado até sobre o cardápio das recepções no Itamaraty). É claro que a ofensiva de Iriny foi combinada com quem, depois de se tornar a primeira mulher a abrir uma assembleia da ONU, virou doutora em questões femininas.
O Brasil anda infestado por tumores que crescem sob o olhar complacente do governo. Exploradores da prostituição infantil, pedófilos impunes, pais que violentam filhos e outras obscenidades vão transformando o país num viveiro de crianças traídas. Com tantas meninas estupradas por aí, Iriny cismou com Gisele Bundchen.